Banca & Finanças Barclaycard deixou de existir em Portugal. Agora é Wizink

Barclaycard deixou de existir em Portugal. Agora é Wizink

O espanhol Wizink, que comprou o banco electrónico do Popular, acabou agora com a marca Barclaycard em Portugal. Os 500 mil clientes vão receber os novos cartões a partir da próxima semana.
Barclaycard deixou de existir em Portugal. Agora é Wizink
Iñaki Perkins é o director-geral do Wizink
Diogo Cavaleiro 21 de abril de 2017 às 14:45

A marca Barclaycard acabou. A partir desta sexta-feira, a nova insígnia dos cartões de crédito é Wizink, que é também a designação da empresa que adquiriu o negócio no ano passado. A partir da próxima semana, chegam os novos cartões aos clientes. 

 

O banco espanhol, detido em 51% pelo fundo americano Värde Partners e em 49% pelo Banco Popular, é o antigo banco electrónico do Popular e comprou o Barclaycard em Portugal e Espanha em Novembro de 2016. A integração fica concluída, agora, em Abril de 2017.

 

"Iniciámos em Portugal a nossa actividade sob a marca Wizink, mas partimos já de uma posição de liderança: o banco conta com muitos pontos fortes, desde logo a sua especialização em cartões de crédito, o conhecimento e a experiência acumulados neste segmento de actividade do Barclaycard e do Banco Popular no país", diz Iñaki Perkins (na foto), director-geral do Wizink, citado no comunicado enviado às redacções.

 

Em Portugal, além dos cartões de crédito que antes pertenciam ao Barclays (banco que também saiu de Portugal na área no retalho, vendendo ao espanhol Bankinter), o Wizink adquiriu a carteira de cartões e crédito e débito do Popular.

 

Segundo a nota enviada, os 500.000 clientes que pertenciam ao Barclaycard que vão receber os novos cartões, já sob a nova marca, "a partir da próxima semana". O cartão que os clientes têm actualmente nas suas mãos só ficará activo até 10 de Outubro de 2017. A mudança não implica custos, garante a instituição cuja responsável em Portugal é Inês Medina.  

 

Ao todo, em Portugal, onde conta com 100 colaboradores e 860 milhões em saldos de cartões, o foco do banco será a comercialização destes cartões de crédito. No país, o Wizink tem 700 mil clientes, agregando aos 500 mil do Barclaycard aos 200 mil que pertenciam ao Popular.

 

Segundo foi já noticiado pela imprensa, no âmbito da reestruturação que o grupo bancário está a implementar, a participação de 49% que o Popular tem no Wizink está à venda.

(Notícia rectificada às 18:32: no lead externo, esclareceu-se que o Wizink comprou o banco electrónico do Popular)

 


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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 dias

Imaginemos que o Reino Unido não tinha reduzido em 1 milhão o número de colaboradores excedentários, redundantes ou obsoletos identificados no seu sector público, numa tarefa tão decidida quanto decisiva que o governo britânico reeleito ainda não deu por concluída apesar desta redução significar que o país atingiu o menor número de funcionários públicos desde a 2ª Guerra Mundial, ou o Canadá e a Austrália no seu conjunto, mais de 50 mil funcionários federais de que não necessitavam, só entre 2011 e 2015. Imaginemos que nos EUA a proporção de empregados pelo sector público face ao emprego total da economia não era actualmente a segunda mais baixa desde 1960, nem que tinham em 2014 atingido o número mais reduzido de funcionários federais desde 1966. Seriam países muito pobres.

Jaime Há 3 dias

500 mil?? Festival de cartões de crédito

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