Empresas BASF paga 5,9 mil milhões de euros para comprar parte do negócio da Bayer

BASF paga 5,9 mil milhões de euros para comprar parte do negócio da Bayer

A Bayer está a alienar este activo para facilitar a aprovação da sua compra da Monsanto por 66 mil milhões de dólares.
BASF paga 5,9 mil milhões de euros para comprar parte do negócio da Bayer
Bloomberg
Rita Faria 13 de outubro de 2017 às 10:34

O grupo alemão do sector químico BASF vai pagar 5,9 mil milhões de euros para comprar "partes significativas" do negócio de sementes e de herbicidas da Bayer, informou a empresa esta sexta-feira, 13 de Outubro.

 

A Bayer está a alienar os activos para ajudar a conseguir aprovação para a sua compra da Monsanto, de 66 mil milhões de dólares, que tornará a empresa alemã na maior fornecedora mundial de produtos químicos para a agricultura e sementes geneticamente modificadas. 

 

Para a BASF, o negócio traduz o seu "compromisso com a agricultura, a inovação e o crescimento a longo prazo", segundo o comunicado da empresa citado pelo Financial Times.

 

De acordo com a mesma publicação, a transacção engloba o negócio global de herbicidas comercializados sob as marcas Liberty, Basta e Finale, bem como o seu negócio de sementes em vários mercados, da Europa à América do Norte.

 

Em conjunto, estes activos geraram receitas de 1,3 mil milhões de euros no ano passado e um EBITDA de 383 milhões de euros.   

 

De acordo com a BASF, o negócio deverá estar concluído no primeiro trimestre do próximo ano, enquanto a Bayer aguarda luz verde para a compra da Monsanto.

 

Isto depois de, em Agosto, a Comissão Europeia ter iniciado uma investigação aprofundada à compra da Monsanto pela Bayer perante preocupações de que a operação afecte a concorrência nos mercados dos pesticidas e sementes e características, com potencial impacto na qualidade dos produtos e nos preços aos agricultores.

 

Kurt Bock (na foto), CEO da BASF, diz que está a "aproveitar a oportunidade" para adquirir activos altamente atractivos. "Será um complemento estratégico para o bem-sucedido negócio de protecção de culturas da BASF, bem como para as nossas próprias actividades em biotecnologia", acrescentou o responsável citado pelo FT. 




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