Banca & Finanças BBVA com lucros mais altos desde 2010 e volta a pagar dividendos em dinheiro  

BBVA com lucros mais altos desde 2010 e volta a pagar dividendos em dinheiro  

O banco espanhol beneficiou com a subida da actividade operacional e efeitos extraordinários. A remuneração aos accionistas referente aos lucros deste ano já será paga só em dinheiro.
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Nuno Carregueiro 01 de fevereiro de 2017 às 10:13

O BBVA fechou 2016 com resultados líquidos de 3.475 milhões de euros, um crescimento de 31,5% face ao ano anterior e o registo mais elevado desde 2010.

 

Os resultados ficaram acima das estimativas dos analistas, que contavam com um aumento de 29%. A penalizar as contas do banco espanhol estiveram as provisões relacionadas com as cláusulas abusivas no crédito à habitação, que ascenderam a 577 milhões de euros.

 

A beneficiar a comparação com 2015 estão as perdas geradas nesse ano com a compra do banco turco Garanti. Sem esta operação e outros efeitos extraordinários, os lucros do BBVA desceram 9,9%.

 

A margem financeira aumentou 3,9% e as comissões subiram 0,3%, num ano em que as receitas cresceram 4,1% e os custos agravaram-se em 3,9%. O banco espanhol beneficiou sobretudo com o crescimento nos mercados emergentes onde está presente, com destaque para o México e Turquia.

 

O BBVA fechou o ano com um rácio CET1 "fully-loaded" de 10,90%, uma descida de uma décima face a Setembro, mas reiterou o objectivo de 11% este ano.

 

Outra das novidades anunciadas hoje pelo banco espanhol diz respeito ao regresso ao pagamento de dividendos só em numerário, o que já não acontecia desde 2013. Assim, em Abril pagará a última remuneração "flexível". Até aqui, os accionistas recebiam dois dos quatro dividendos anuais na forma de acções.

 

A política de dividendos do banco passa por remunerar os accionistas com 35% a 40% dos resultados obtidos. Em vez de distribuir dividendos todos os trimestres, o banco vai passar a pagar apenas duas vezes por ano

 

"Em 2017 vamos continuar a trabalhar e a avançar neste grande plano de transformação para criar um novo paradigma na banca mundial, ser um dos líderes digitais da nova liga de competição que se está a formar, criando oportunidades para os nossos  clientes, que são os verdadeiros vencedores deste grande projecto", refere o presidente do banco, Francisco González, citado em comunicado.

 

As acções chegaram a subir 2,5% na abertura da sessão, mas seguem agora a recuar 0,05% para 6,272 euros.




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