Banca & Finanças BCE impõe novas regras para bancos mais pequenos

BCE impõe novas regras para bancos mais pequenos

As instituições financeiras mais pequenas vão ter de respeitar mais regras, já que o Banco Central Europeu quer harmonizar a actuação dos supervisores nacionais. Frankfurt acredita que bancos vão aguentar as novas exigências.
BCE impõe novas regras para bancos mais pequenos
Reuters
Diogo Cavaleiro 03 de Novembro de 2016 às 18:38

O presidente executivo de um banco pequeno não pode ser o presidente da administração desse mesmo banco. Esta é uma regra que o Banco Central Europeu quer em todos os bancos de maior dimensão, que estão sob a sua supervisão directa. Agora, pretende estender a todas as instituições financeiras de mais reduzida dimensão, sob a supervisão indirecta através dos supervisores nacionais como o Banco de Portugal. 

 

O BCE colocou sob consulta pública regulamentação que visa dar ordens aos reguladores nacionais, para uma actuação mais semelhante no âmbito das entidades não significativas. Regras essas que se aproximam das que já estão em vigor para os de maior dimensão que, em Portugal, são a CGD, BCP, BPI e Novo Banco.

 

"O BCE decidiu […] harmonizar o exercício das faculdades e opções no que respeita às instituições menos significativas supervisionadas directamente pelas autoridades nacionais competentes, adoptando, para tal, uma orientação e uma recomendação. O objectivo é garantir a harmonização a nível de todas as entidades supervisionadas", indica a nota de imprensa divulgada esta quinta-feira, 3 de Novembro, pela instituição liderada por Mario Draghi (na foto).

 

Há uma justificação para a implementação destas medidas: "Uma aplicação inconsistente das faculdades e opções nos países participantes no Mecanismo Único de Supervisão [que junta o BCE e os supervisores nacionais] pode potencialmente afectar a solidez geral do quadro de supervisão e a comparabilidade dos requisitos prudenciais entre as instituições de crédito. Tal tornaria difícil para os participantes no mercado e o público em geral aferirem a solidez das instituições de crédito e o cumprimento da regulamentação pelas mesmas".  

 

Pretendendo harmonizar as regras dos bancos mais pequenos e aproximá-las das dos maiores, o BCE assegura que não haverá problemas no cumprimento das exigências: "A avaliação efectuada foi guiada pelo princípio da proporcionalidade, com vista a garantir que a aplicação das políticas sobre faculdades e opções não resulte numa carga indevida para as instituições menos significativas".

 

A consulta pública inicia-se esta quinta-feira e termina em 5 de Janeiro de 2017. 




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comentários mais recentes
Anónimo Há 10 horas

Devias ter estudado mais...

Anónimo Há 1 dia

Para quem nao sabe eu explico,a dimensao aqui prende-se com o tamanho do buraco,porque o banco de maior dimensao em portugal parece-me ser o Santander.

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