Banca & Finanças BCE quer congelar levantamentos de dinheiro de bancos à beira da falência

BCE quer congelar levantamentos de dinheiro de bancos à beira da falência

O Banco Central Europeu intensificou os esforços em prol de uma ferramenta que entregaria às autoridades poder para interromper levantamentos de dinheiro quando um banco estiver à beira da falência.
BCE quer congelar levantamentos de dinheiro de bancos à beira da falência
Bruno Simão
Bloomberg 17 de novembro de 2017 às 15:48

Sabine Lautenschlaeger, do conselho executivo do BCE, defende que os casos de resolução bancária deste ano mostraram que a chamada ferramenta de moratória, que congelaria temporariamente o passivo de um banco para conceder tempo para decisões cruciais, é necessária. O comentário da responsável coincide com o debate das autoridades de política monetária, em Bruxelas, sobre como essas medidas devem ser concebidas, e surge poucos dias após o BCE pedir oficialmente a extensão da moratória aos depósitos.

 

"Se tivermos uma longa lista de isenções e uma moratória que não funciona, não quero ter uma ferramenta de moratória", explicou Lautenschlaeger, numa conferência, em Frankfurt, na terça-feira, 14 de Novembro. "Dessa forma ela nunca seria usada."

 

Os estados-membros da UE parecem preparados para satisfazer este pedido, segundo uma publicação de 6 de Novembro na qual descreve a sua postura em relação a um projecto de lei sobre falências bancárias proposto pela Comissão Europeia. Sugerem entregar às autoridades o poder de limitar os levantamentos de depósitos como parte da suspensão dos pagamentos apenas depois de uma instituição ser declarada "falida ou com falência provável".

 

O poder de instalar a moratória "pode, em princípio, ser aplicado a depósitos elegíveis", diz o documento. "No entanto, a autoridade da resolução deve avaliar cuidadosamente a oportunidade de estender a suspensão também aos depósitos cobertos, especialmente os depósitos cobertos detidos por pessoas físicas e por micro, pequenas e médias empresas, no caso de a aplicação da suspensão desses depósitos prejudicar severamente o funcionamento dos mercados financeiros."

 

A versão da proposta da Comissão de permitir que os supervisores imponham uma suspensão de pagamento de cinco dias aos bancos foi mantida no documento consultado pela Bloomberg, apesar de alertas de grupos de lobby e de órgãos reguladores, entre eles o Banco da Inglaterra, de que a proposta colocaria a estabilidade financeira em risco. A permissão aplicar-se-ia apenas a instituições que já tiverem sido declaradas em falência.

 

Intervenção precoce

Os estados-membros, no entanto, podem abandonar a controversa "moratória de intervenção precoce", que poderia ter sido imposta antes mesmo de uma instituição ter sido declarada em falência ou propensa a falir. Representantes do sector tinham argumentado que essa suspensão poderia desestabilizar uma instituição financeira e até mesmo empurrá-la para a resolução. O documento, preparado pelo Governo da Estónia, titular da presidência rotativa da UE, remove o artigo em questão.

 

O dano causado pela fuga das contrapartes quando uma instituição financeira tem problemas ganhou destaque com a falência do Lehman Brothers, em 2008. Em resposta, o sector concordou em reescrever os contratos financeiros-padrão para permitir que derivados e outros contratos permanecessem intocáveis até 48 horas após a falência de um banco.

 

"A ferramenta de moratória deve ter uma cobertura bastante ampla, caso contrário é desnecessária", disse Elke Koenig, responsável pelo conselho único de resolução da UE, em Frankfurt. "Uma discussão sobre moratória em que os depósitos ficam de fora não faz muito sentido."




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Anónimo Há 3 semanas

Convém não esquecer que o resgate externo ao excedentarismo e sobrepagamento na banca e no sector público (contribuinte)-dependente em sentido estrito, foi facultado sob condição de se fazerem urgentes e necessárias reformas em termos de mercado de bens e serviços e de factores, incluindo o de capital e o laboral, de modo a que uma correcta e adequada política de gestão de recursos humanos nas organizações portuguesas passasse a ser a norma e não a excepção. Mas para que tal aconteça, toda a corrupção e tráfico de influências que sustentam e alimentam o status quo íniquo e insustentável terão de ser combatidas eficazmente. Caso contrário não sobra dinheiro, nem a crédito, para se investir em Portugal nos muito necessários bens de capital.

Anónimo Há 3 semanas

E por estas e por outras que as cabras marram umas nas outras e eu fujo dos bancos como o Diabo da cruz.

Manuel Costa Há 3 semanas

Levantamentos por ATM ou Balcão não que é para consumismo, mas para Offshores sim porque é para Investimento.

Anónimo Há 3 semanas

claro!A corja dos banqueiros faz shit e o 'mexilhão' fica sem o dinheiro de uma vida!
Bancos!?Para mim são as instituições menos credíveis e seguras que existem!
por mim é guardar em casa! deveriam era prender os banqueiros corruptos (mas há-os honestos!? deixo a pergunta)

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