Banca & Finanças BCP assegura taxa de 4,5% apenas nos primeiros cinco anos da emissão de dívida

BCP assegura taxa de 4,5% apenas nos primeiros cinco anos da emissão de dívida

O BCP paga 4,5% nas obrigações emitidas esta quarta-feira. Mas só até 2022. Depois o valor será diferente, já que dependerá da evolução das taxas de mercado. O banco não especifica o perfil dos investidores.
BCP assegura taxa de 4,5% apenas nos primeiros cinco anos da emissão de dívida
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 29 de novembro de 2017 às 18:36

A taxa de juro que o Banco Comercial Português vai assegurar ao longo dos dez anos de vida das obrigações subordinadas emitidas esta quarta-feira, 29 de Novembro, poderá sofrer alterações ao quinto ano.

 

"A emissão, no montante de 300 milhões de euros, tem um prazo de 10 anos, com opção de reembolso antecipado pelo banco no final do 5.º ano, e uma taxa de juro de 4,5%, ao ano, durante os primeiros 5 anos", indica o comunicado do banco liderado por Nuno Amado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. 

 

Esta taxa de 4,5% corresponde a um "spread" (diferencial) de 4,267% face à taxa "mid-swap" a cinco anos. Será este diferencial a determinar a taxa de cupão a partir do quinto ano e até ao décimo. Na prática, será a soma do diferencial e da taxa mid-swap então praticada que determinará o juro a pagar nesse período.

Antes de divulgados os valores exactos, Nuno Amado considerou que os custos assumidos são "muito satisfatórios". 

 

"A operação foi colocada num conjunto muito diversificado de investidores institucionais europeus", diz o banco, sem contudo identificar o perfil de cada investidor. "A procura, que consubstanciou cerca de três vezes o montante da emissão, e a rapidez com que a operação foi executada, representam a confiança do mercado no Millennium bcp, no sucesso do seu processo de reestruturação e a sua capacidade para aceder a este importante segmento do mercado de capitais", comenta a instituição financeira no comunicado.

 

Em causa está a emissão dos títulos denominados medium term notes que são representativos de dívida subordinada elegível para aprovação pelo BCE como fundos próprios de nível 2. "A emissão, a primeira deste instrumento realizada em mercado por um banco português depois de concluído o Programa de Assistência Financeira a Portugal, insere-se na estratégia do Millennium bcp de fortalecimento do seu rácio total de capital e da sua presença no mercado de capitais internacional", conta a mesma fonte.

No comunicado, o BCP não menciona o facto de vários fundos de investimento, como a BlackRock, terem indicado que se recusavam a participar na operação de emissão de dívida por terem sido penalizados pelo investimento no BES. 




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