Banca & Finanças BCP avança com aumento de capital de 1.300 milhões de euros

BCP avança com aumento de capital de 1.300 milhões de euros

O BCP vai fazer um aumento de capital de 1.300 milhões de euros, uma operação que foi aprovada esta segunda-feira pela administração do banco. A operação permitirá à Fosun elevar a sua posição para perto de 30%.
BCP avança com aumento de capital de 1.300 milhões de euros
Maria João Gago 09 de janeiro de 2017 às 17:05

O BCP vai aumentar o seu capital em 1.300 milhões de euros, operação aprovada esta segunda-feira, 9 de Janeiro, em reunião do conselho de administração. Uma operação confirmada, entretanto, pelo banco em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliárois (CMVM).

 

A injecção de capital destina-se a permitir que o BCP devolva os últimos 700 milhões de euros de ajuda estatal de que a instituição liderada por Nuno Amado ainda beneficia. Além disso, servirá para dar folga de solidez ao banco. A discussão da operação pela administração foi noticiada pelo Eco esta segunda-feira à tarde.

 

No âmbito deste aumento de capital, a Fosun, maior accionista do banco com 16,7%, irá reforçar a sua posição accionista para perto de 30%, em linha com o acordo celebrado entre o grupo chinês e o BCP em Novembro.

 

Também a Sonangol tem autorização do Banco Central Europeu para superar a fasquia dos 20%, o que permitirá à petrolífera angolana aproveitar o aumento de capital para elevar a sua posição accionista além daquela fasquia.

 

O encontro serviu ainda para cooptar dois administradores indicados pela Fosun, João Nuno Palma, antigo administrador financeiro da Caixa Geral de Depósitos, que assumirá funções executivas, e um administrador não executivo, que deverá ser de nacionalidade chinesa.

Novas acções do BCP serão vendidas a 9,4 cêntimos

 

O preço de subscrição será de 9,4 cêntimos por acção, sabe o Negócios. A operação, que está garantida pela Fosun e um consórcio de bancos internacionais, destina-se concluir a devolução do apoio do Estado e a reforçar o nível de solidez mais exigente para cerca de 11%.

 

Tendo em conta a cotação de fecho de hoje, o preço das novas acções do BCP corresponde a um desconto de 90%. No entanto, tendo em conta o valor teórico dos títulos após o aumento de capital e o facto de cada uma das actuais acções dar direito a subscrever 15 novos títulos, o desconto é de 38,6%.

A oferta pública de subscrição destina-se aos actuais accionistas e prevê a emissão de 14.169.365.580 novas ações ordinárias através de uma oferta pública de subscrição destinada aos actuais accionistas, a um preço de 0,094 euros, ou seja, 9,4 cêntimos. Tendo em conta estas condições e a cotação de fecho desta segunda-feira (1,0412 euros), após a operação o BCP valerá 2.315 milhões de euros, pelo que o preço teórico do banco após o destaque dos direitos de subscrição do aumento de capital é de 0,1546 euros. É sobre este valor que o preço das novas acções representa um desconto de 38,6%.

(Notícia actualizada às 19:44 com confirmação do BCP através de comunicado emitido para a CMVM)




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comentários mais recentes
Anónimo 10.01.2017

Mesmo assim vais morrer na praia, não há absolutamente nenhuma salvação.Enquanto mantiverem o MAMADO como responsavel pelo bcp, podem pedir aos chinas. á isabelinha dos ovos angolanos, podem delapidar os tugas ou pedir ao RAIO que PARTA este GAJO, esta geringonça do bcp não se safa

Jacs 09.01.2017

mais um fdp que eu metia uma bala no meio dos chifres.

Anónimo 09.01.2017

E que tal se actualizassem a notícia?
Eu ajudo: "A cada detentor de ações ordinárias do Banco será atribuído um direito de subscrição por cada ação representativa do atual capital social do Banco que detenha. " Comunicado à CMVM

Bruno Marques 09.01.2017

Mais do mesmo.

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