Banca & Finanças BCP adia alteração à blindagem de estatutos para dia 21

BCP adia alteração à blindagem de estatutos para dia 21

Os accionistas do BCP estão reunidos em assembleia-geral para confirmarem a manutenção da blindagem de estatutos. Mas a votação sobre o aumento do limite de votos para 30% reclamado pela Fosun foi adiada, à espera que estejam reunidas todas as condições para entrada dos chineses.
BCP adia alteração à blindagem de estatutos para dia 21
Miguel Baltazar

A decisão sobre o aumento do limite de votos do BCP, dos actuais 20% para os 30% reclamados pela Fosun, que faz parte da agenda da assembleia-geral desta quarta-feira, 9 de Novembro, foi adiada por alguns dias, de acordo com informações recolhidas pelo Negócios. 

 

A reunião de accionistas do banco está a decorrer esta tarde, no Tagus Park, em Oeiras, estando presentes accionistas que representam 35% do capital do banco. O encontro já aprovou a proposta de manutenção dos seus estatutos blindados, de acordo com a proposta a votada no primeiro ponto da ordem de trabalhos. Esta moção foi apresentada pelos quatro maiores accionistas do BCP e que, de acordo com a lei da blindagem de estatutos, foi  votada com o limite de votos em vigor.

 

Já o segundo ponto da agenda, destinado a aumentar o limite de votos de 20% para 30%, uma das condições impostas pelo grupo chinês Fosun para investir 500 milhões e ficar com uma posição de até 30% no BCP, foi adiado. Esta decisão deverá ser submetida à votação dos accionistas. Ainda não estarão reunidas todas as condições para a entrada da Fosun.Os accionistas do banco voltam a reunir-se no dia 21 de Novembro para votar este ponto.

Esta decisão é a última a tomar pelos accionistas do banco, uma vez que, ao que o Negócios confirmou, primeiro foram ser submetidos à votação dos accionistas os pontos 1, 3 e 4 da ordem de trabalhos.

 

Também os pontos 3 e 4 da ordem de trabalhos, relacionados com o aumento do número máximo de administradores do BCP para acomodar outra das condições da Fosun, foramr aprovados, confirmou o Negócios. 

(Notícia actualizada às 15:41 com informação sobre aprovação das propostas votadas nos pontos 1, 3 e 4)




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas

Não vejo onde está a diluição para os restantes accionistas:
Ter 10% de um capital social de 1.000€, será rigorosamente igual a ter 8% de um capital social de 1.250€.
Portanto, se entrar um accionista onde será realizado um aumento de capital exclusivo, não vem mal ao mundo, bem pelo contrário.

J. SILVA Há 4 semanas

Estão á espera da aprovação do BCE sobre a FOSUN para blindarem os estatutos para 30%. E a entrada da FOSUN vai ser, com grande probabilidade, totalmente feita com aumentos de capital destinado aos chineses . Diluição brutal para os accionistas históricos.

pub
pub
pub
pub