Banca & Finanças BCP sai de prejuízos e apresenta lucros de 133,3 milhões de euros

BCP sai de prejuízos e apresenta lucros de 133,3 milhões de euros

O BCP registou um resultado líquido positivo nos primeiros nove meses do ano, atribuindo-o à expansão da actividade bancária.
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Diogo Cavaleiro 13 de novembro de 2017 às 17:03

O BCP apresentou lucros de 133,3 milhões entre Janeiro e Setembro deste ano, face aos prejuízos de 251 milhões apresentados no mesmo período de 2016.

 

O número revelado em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários compara com os resultados líquidos em torno de 130 milhões de euros esperados pelas casas de investimento do CaixaBI e BPI.

Há assim a saída da zona de prejuízos do BCP nos primeiros nove meses, como já tinha ocorrido no primeiro semestre.

Nos primeiros nove meses do ano, o banco presidido por Nuno Amado registou uma melhoria de 12,8% da margem financeira (diferença entre juros cobrados em créditos e juros pagos em depósitos) para 1.023,2 milhões de euros.

As comissões bancárias avançaram 2,8% para 494,6 milhões de euros, reportando-se uma perda nos outros resultados (como em operações financeiras).

Na soma de todas as rubricas, o produto bancário somou 1,4%, situando-se em 1.594,3 milhões de euros nos primeiros três trimestres do ano.

No campo dos custos operacionais, houve um recuo de 3,8% para 694,6 milhões de euros, dinamizado pelo indicador dos encargos com pessoal.

As imparidades continuam a cair: a instituição financeira, que tem a Fosun e a Sonangol como principais accionistas, reduziu em 43,5% as imparidades para crédito e para outros activos, num total de 628,5 milhões de euros.

O custo do risco (que compara as imparidades face ao crédito total) desceu de 221 pontos base para 120 pontos base – aumentando nas operações internacionais e a caindo na operação nacional.


A melhoria da qualidade dos activos é um dos pontos referidos por Nuno Amado, continuando a diminuir as exposições não rentáveis (NPE – "non-performing exposures") para um total de 7.168 milhões de euros em Setembro, comparáveis com os 8.538 milhões de Dezembro do ano passado. É nestes NPE que se incluem os créditos malparados.

 

Crédito cai, depósito sobe

 

O crédito a clientes cede 3,5% para 50.754 milhões de euros, recuando na habitação, no consumo e nas empresas, com a actividade nacional a ser a responsável pela quebra.

 

Os depósitos ascenderam a 50.690 milhões de euros, subindo perto de 3,5% face a Setembro do ano passado.

 

Em termos de capital, o principal rácio que mede a solvabilidade da instituição financeira (Common Equity Tier 1) passou de 12,2% para 13,2%, seguindo as regras actualmente em vigor, subida que se deve ao aumento de capital e aos resultados trimestrais.

 

(Notícia actualizada às 17:22 com mais informação)




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Camponio da beira Há 4 dias

O bes era o que tinha melhores contas, nem precisou da ajuda estatal, por isso os resultados positivos tanto podem ser reais como não. No Bpn,Bes, Banif, Bpp ficou provada a competecnia e idoneidade de banqueiros, Cmvm e BdP.

Anónimo Há 5 dias

meus caros há um ano o BCP estava na mó de baixo e agora está na mó de cima está a consolidar tudo GOSTO

Criador de Touros Há 5 dias

Há pouco queria dizer números redondos. Muitas gralhas, mas como investidor estou satisfeito. Se eu mandasse seria mais flexível. Uma coisa é um bancário de topo, outra coisa é um banqueiro. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Anónimo Há 5 dias

Parece-me que o lixo continua debaixo do tapete. A fama já vem de longe, contas marteladas.

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