Banca & Finanças BCP termina com cortes salariais este mês que salvaram 400 postos de trabalho

BCP termina com cortes salariais este mês que salvaram 400 postos de trabalho

O BCP vai voltar a pagar a totalidade dos salários este mês, confirmou o banco numa carta aos trabalhadores, em que afirmou que os cortes salariais que duraram três anos permitiram salvar 400 postos de trabalho.
BCP termina com cortes salariais este mês que salvaram 400 postos de trabalho
Miguel Baltazar
Lusa 11 de julho de 2017 às 16:17

"O ajustamento temporário dos rendimentos, que exigiu o esforço de todos, permitiu salvaguardar mais de 400 postos de trabalho e ainda assegurar melhores condições de desvinculação aos colaboradores que saíram do banco no âmbito deste processo", lê-se na carta a que a Lusa teve acesso assinada pela comissão executiva do banco, presidida por Nuno Amado.

 

Já era conhecido que o BCP tinha intenção de passar a pagar na totalidade os salários este mês, antecipando o prazo inicial em seis meses, o que acordou inclusive com os sindicatos, depois de ter devolvido em Fevereiro deste ano a totalidade do empréstimo estatal concedido em 2012 (3.000 milhões de euros).

 

Desde meados de 2014, os trabalhadores do BCP com remunerações acima de 1.000 euros brutos mensais têm os salários cortados (entre 3% e 11%), no âmbito da reestruturação do banco acordada com Bruxelas que se seguiu à ajuda estatal, com fecho de balcões e a saída de milhares de trabalhadores num programa de reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo.

 

Apesar do processo de redução da estrutura feito pelo banco nos últimos anos, este ainda não está concluído.

 

Em Maio, o banco anunciou que quer fechar mais 90 agências até 2018, para ter menos de 570 sucursais em Portugal, mas não divulgou objectivos para redução de trabalhadores.

 

Em termos de trabalhadores, o BCP tinha em Março 7.436 trabalhadores em Portugal, menos 200 pessoas face a Março de 2016.

 

Quanto ao fim dos cortes este mês, segundo a carta enviada aos trabalhadores, "o processamento salarial de 25 de Julho de 2017 retomará o pagamento integral dos salários dos colaboradores" e será ainda "retomado com o mesmo processamento o pagamento das diuturnidades, suspenso desde Junho de 2014".

 

O banco diz ainda que manterá por mais seis meses "as prestações ajustadas do crédito à habitação, nos casos aplicáveis".

 

A comissão executiva diz ainda, na missiva, que vai propor "oportunamente" na assembleia-geral que haja distribuição de resultados pelos trabalhadores, caso o banco apresente lucros, afirmando que o valor a entregar não deve ser "inferior ao valor total não recebido durante o período temporário de ajustamento salarial".

 

Além dos trabalhadores, também os gestores de topo terão salários repostos em Julho, confirmou em Março Nuno Amado.

 

O banqueiro disse também então que a reposição dos salários terá um custo anual de 15 milhões de euros.




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mais votado Anónimo Há 1 semana

A dívida pública anda a bater recordes. Mas o pior é que a banca de retalho subsidiada pelo Estado está mesmo à espera disso para aumentar a carteira de clientes e elevar o "produto bancário". A banca de retalho tradicional é a maior amiga do excedentarismo, da falta de transparência e demais fontes de despesismo. Não brinquem mais com o fogo que esta pandilha é perigosa e totalmente irresponsável.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

1000 milhões para provisões de imparidades e taxas de juros a nível zero, qd o BCE esticar a corda o BCP vai cair que é uma beleza. Para os mais ingênuos, ainda n perceberam? Daqui a uns anos só vão existir 4-6 mega bancos na europa. O BCP Zombie dp de ter caído -99,9% desde 2006 vai desaparecer, engolido por um qq tubarão.

Anónimo Há 1 semana

Estão a colocar vidas em perigo em Portugal com as vossas exigências inusitadas e irrealistas. Pedrógão e Tancos foram o sinal de alarme de que a situação da folha salarial e de pensões estão a atingir um ponto de não retorno.

Anónimo Há 1 semana

Não tenho rendimentos para sustentar as vossas vidas vividas acima das vossas possibilidades. Desinchem.

Anónimo Há 1 semana

Ninguém fala dos custos de oportunidade dos CoCos e outras nacionalizações dos prejuízos dos banqueiros e bancários? Perguntem ao Norges Bank que ele explica-vos.

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