Banca & Finanças BCP volta a destacar-se e já ganha 15% em três dias

BCP volta a destacar-se e já ganha 15% em três dias

A subida recente das acções do banco liderado por Nuno Amado não livra o BCP de perder mais de 60% desde o início do ano. A ajudar aos ganhos dos últimos dias está a banca italiana.
BCP volta a destacar-se e já ganha 15% em três dias
Bruno Simão/Negócios
Sara Antunes 08 de dezembro de 2016 às 09:56

O BCP está a subir 3,04% para 1,298 euros esta quinta-feira, 8 de Dezembro. Esta é a terceira sessão consecutiva de ganhos acentuados no banco liderado por Nuno Amado, elevando para 15,4% a subida nestes três dias.

 

Apesar da subida recente das acções, o banco continua a acumular uma queda superior a 60% desde o início do ano, depois de ter sido alvo de especulação sobre as suas necessidades de capital.

 

O anúncio da entrada dos chineses da Fosun aliviou a pressão, mas os resultados que têm sido reportados pela instituição financeira, não têm convencido. Os últimos números conhecidos reportam-se ao terceiro trimestre, tendo o BCP revelado prejuízos de 251,1 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que compara com o lucro de 264,5 milhões de euros registado no mesmo período do ano passado.

 

O anúncio do interesse da Fosun entrar no capital do BCP e elevar até 30% a sua posição, em conjunto com a demonstração de interesse da Sonangol em superar os 20% no capital do banco, ajudaram a estabilizar as acções da instituição.

 

Mais recentemente a situação da banca italiana acabou por penalizar o BCP. Nos testes de stress, cujos resultados foram conhecidos no Verão, ditaram o chumbo de um banco: o Monte dei Paschi, que terá de realizar uma recapitalização no valor global de cinco mil milhões de euros.

 

A situação do banco, e a situação política em Itália, que é incerta depois da demissão de Matteo Renzi – que oficializou a sua demissão na quarta-feira, em consequência da vitória do "não" no referendo que se realizou no domingo e que tinha como objectivo alterar a Constituição do país.

 

Monte dei Paschi aguarda resgate

O banco italiano Monte dei Paschi ficou numa situação ainda mais frágil, já que precisa realizar várias operações para conseguir recapitalizar-se em cinco mil milhões de euros até ao final deste ano.


Ainda na quarta-feira terá sido pedido ao BCE que dê mais tempo a esta instituição para conseguir preceder à recapitalização.

 

Na calha está um resgate público. Os pormenores estarão a ser fechados, com as notícias a apontarem para que seja anunciado durante o próximo fim-de-semana.

As acções do Monte dei Paschi esão a subir 3,68% para 21,71 euros, elevando para 16,22% a subida nos últimos três dias.

 

Já o Unicredit, que também está a trabalhar num plano de recapitalização, anunciou hoje a venda da posição no banco polaco Pekao por mais de dois mil milhões de euros. As acções do Unicredit contrariam a tendência e caem 0,64%.




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