Banca & Finanças BCP volta a ter dois representantes do Estado

BCP volta a ter dois representantes do Estado

O Estado tem direito a ter dois membros não executivos no conselho de administração do BCP, mas desde Fevereiro que só contava com um. Mais de nove meses depois, o Estado volta a ter dois administradores no banco liderado por Nuno Amado.
BCP volta a ter dois representantes do Estado
Bruno Simão
Sara Antunes 16 de dezembro de 2016 às 10:35

André Palma Mira David Nunes é o novo administrador não executivo do BCP, representando o Estado no conselho de administração do banco. Este responsável substitui Bernardo de Sá Braamcamp Sobral Sottomayor que foi exonerado, a 26 de Fevereiro, a pedido do próprio, de acordo com a informação que consta no site do BCP.

 

O despacho de nomeação foi assinado a 2 de Dezembro pelo secretário de Estado Adjunto, do Tesouro e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix e produziu efeitos na data da sua assinatura, segundo o despacho publicado esta sexta-feira, 16 de Dezembro, em Diário da República.

 

O Estado tem direito a ter dois representantes no conselho de administração do BCP desde que o banco recorreu aos chamados Cocos – instrumentos convertíveis em acções – para se recapitalizar, em 2012.

 

Actualmente o BCP ainda conta com 750 milhões de euros de Cocos, depois de já ter reembolsado a grande parte da ajuda estatal. Em Junho de 2012, o BCP recebeu 3.000 milhões de euros através destes instrumentos, numa altura em que a CGD, o Banif e o BPI também recorreram ao Estado para se recapitalizarem.

 

Ainda em Novembro, Luís Marques Mendes revelou que o banco liderado por Nuno Amado tenciona reembolsar o Estado até Fevereiro de 2017. Um reembolso que será viabilizado com a entrada da Fosun no capital do banco, através de injecção de capital. 


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mais votado Anónimo 16.12.2016

Não é um sr. Vara, nem um sr. Sócrates que resolvem isto. É uma sra. Merkel e uma sra. Lagarde com reformas profundas nos mercados de factores (trabalho, capital e recursos) e no próprio universo do Estado. Aqui, no caso da banca resgatada e chantagista, tal como no da República falida despesista, que se alavancam e desculpabilizam mutuamente num frenesim de iniquidade e insustentabilidade sem paralelo, é preciso seriedade e inteligência, mercadorias muito raras em Portugal - especialmente difíceis de encontrar neste cantinho à beira mar plantado numa oferta do tipo 2 em 1.

comentários mais recentes
Anónimo 20.12.2016

Espero que estes dois senhores não tenham andado na " escola " dos anteriores e simultaneamente o Governo deve agora pedir-lhes a declaração de rendimentos e no fim a mesma coisa.
Não serão mais depois a diminuir o valor do BCP com a despesa que vão criar? E os pequenos accionistas que aguentem.

Anónimo 19.12.2016

vejam a teia de incompetentes gatunos liderada pelo garoto do meio, que tudo roubou aos pequenos que confiaram nesse pulha,

BCP big looser 16.12.2016

It´s called Job for the boys, powered by PS !
For a sharesholder it´s for crying.
Who losted a lot of money PS still can take more.
Thank you very much, never again I will invest in this country.

Anónimo 16.12.2016

Não é um sr. Vara, nem um sr. Sócrates que resolvem isto. É uma sra. Merkel e uma sra. Lagarde com reformas profundas nos mercados de factores (trabalho, capital e recursos) e no próprio universo do Estado. Aqui, no caso da banca resgatada e chantagista, tal como no da República falida despesista, que se alavancam e desculpabilizam mutuamente num frenesim de iniquidade e insustentabilidade sem paralelo, é preciso seriedade e inteligência, mercadorias muito raras em Portugal - especialmente difíceis de encontrar neste cantinho à beira mar plantado numa oferta do tipo 2 em 1.

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