Bolsa BCP paga 2,57 cêntimos pelas acções sobrantes da fusão até 8 de Novembro

BCP paga 2,57 cêntimos pelas acções sobrantes da fusão até 8 de Novembro

A fusão de 75 acções do BCP numa só ficará concluída a 24 de Outubro. Os accionistas não precisam de fazer nada, mas se quiserem deter lotes de 75 títulos têm até dia 21 para o concretizar. Se sobrarem, recebem dinheiro.
BCP paga 2,57 cêntimos pelas acções sobrantes da fusão até 8 de Novembro
Bruno Simões
Diogo Cavaleiro 12 de Outubro de 2016 às 17:29

O Banco Comercial Português (BCP) vai pagar 2,57 cêntimos pelos títulos que sobrarem da fusão de acções até 8 de Novembro. É pelo menos isso que o banco espera, segundo admite em comunicado através do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

"Não obstante o procedimento não depender unicamente da emitente, mas igualmente dos intermediários financeiros junto dos quais os accionistas tenham registadas as suas acções, é expectativa do BCP que, a generalidade dos accionistas, venham a receber a contrapartida acima referida nas suas contas até ao dia 8 de Novembro de 2016", assinala o comunicado.

 

A fusão de acções, que o banco sob o comando de Nuno Amado (na foto), quer fazer desde Abril, vai efectuar-se a 24 de Outubro. Até 21 de Outubro, tudo continuará igual, com as transacções que ocorrerem no mercado. Só naquela segunda-feira, 24, é que o valor das acções mudará e o número de títulos do BCP disperso em bolsas diminuirá na sequência da fusão.

 

Não se sabe qual o preço a que os novos títulos vão negociar porque dependerá sempre do valor de fecho da sexta-feira, 21. Por exemplo, as acções do BCP fecharam esta quarta-feira a negociar nos 1,53 cêntimos por acção. Se a junção de títulos fosse amanhã, cada nova acção teria um preço de 1,1775 euros. A capitalização bolsista do BCP seria a mesma; a diferença seria que o banco teria menos acções dispersas em bolsa mas mais valiosas por unidade.


Accionistas não precisam de fazer nada 


No comunicado, o BCP indica que não é necessário que os accionistas "tomem qualquer iniciativa no sentido de promover os procedimentos relativos ao reagrupamento das acções". Os intermediários financeiros serão os responsáveis por proceder à fusão. 

 

No entanto, cada accionista poderá gerir a sua carteira como pretender. "Os senhores accionistas que o desejarem poderão, até ao dia 21 de Outubro, inclusive, proceder ao acerto dos seus lotes de acções, através da compra ou venda de acções BCP para a obtenção de um número total de acções detidas que seja múltiplo de 75, tendo em vista o reagrupamento".

 

Há, contudo, também a possibilidade de não proceder a esse reagrupamento e se um accionista tiver acções que não são múltiplos de 75 receberá o seu preço em numerário. "Atenta a impossibilidade de serem entregues fracções de acções, o número de novas acções a entregar será arredondado por defeito para o número inteiro mais próximo, tendo o titular da correspondente fracção de acção direito a receber a contrapartida". A contrapartida é 2,57 cêntimos por cada acção não incluída no reagrupamento e resulta da média ponderada da cotação do banco nos seis meses anteriores à decisão de avançar com a fusão – tomada em Abril.

 

Como o Negócios já tinha avançado, cada accionista poderá receber um máximo de 1,9018 euros no âmbito da fusão (mas quase 77 cêntimos em relação ao preço de mercado de hoje), já que só poderá ter um máximo de 74 acções sobrantes. É por essas acções que poderá receber a contrapartida de 2,57 cêntimos. 

Cada acção sobrante será depois vendida pelo BCP, ainda que por conta dos titulares. Será o banco a suportar os encargos com essas operações, assinala a instituição no comunicado. Sem contar com as comissões de transacções nos mercados, o banco poderá ter um encargo de até 154 mil euros com a compra dos títulos sobrantes. 


Esta operação ocorre num momento em que a comissão executiva liderada por Nuno Amado continua a negociar com a Fosun a compra de 16,7% do BCP pelo grupo chinês. A realização da fusão de acções era uma das condições impostas pela dona da Fidelidade e da Luz Saúde para concretizar o investimento. Para que esta operação pudesse avançar, foi necessária uma alteração ao Código de Valores Mobiliários para que houvesse enquadramento jurídico para um reagrupamento de acções sem que o capital social fosse reduzido. O Governo promoveu essa alteração, que teve aceitação por parte do Presidente da República em menos de 48 horas. 
 

(Notícia actualizada às 17:50 com mais informações; actualizada às 18:18 esclarecendo as informações sobre o preço que cada accionista poderá ganhar)




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Logo no dia 24 de outubro esta cotada levará um tombo monumental, vai uma aposta? Cotará a valor abaixo de €1. E dp com o novo AC.º6 aumento em 6 anos, aí trilhará o caminho até ao precipício.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas


PS ROUBA OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


O CÚMULO DA ASNEIRA.

O SOCAS GATUNO conseguiu endividar o país até à bancarrota (e o COSTA LADRÃO está a continuar o serviço).

Para onde foi o todo esse dinheiro, se nem sequer pagou as obras que mandou fazer (PPP) ?

Adivinhou: Salários e pensões da FP.

Anónimo Há 3 semanas

Agentes da PSP, juristas e advogados "apagavam multas". A CLASSE CRIMINOSA DE ADVOGADOS ESTÁ METIDA EM TUDO. ROUBAM HERANÇAS E TUDO O MAIS. CLASSE MAIS CRIMINOSA NÃO HÁ.

Anónimo Há 3 semanas

eskroke da grande p.pariu, já devia ter sido pendurado,com aquele ar de larila na foto,em vez tentar compensar os acionistas por os ter arruinado desde 2012,deve andar a pensar noutros assuntos.esta trampa de ceo do bcp de 2012 até hoje triturou mais de 5000 milhões aos acionistas,destruiu valor,

J. SILVA Há 3 semanas

Não se entende como se chegou aqui e como foi possível deixar o incompetente Amado à rédea solta. Se a cotação baixar a FosuN fica com 30% do capital por cerca de 250 milhões, metade do previsto. Este AC não resolve nenhum problema do banco. A FOSUN vai vender o BCP Polaco e tudo que puder.

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