Bolsa BCP sobe mais de 2% com Fosun mais perto de entrar no capital

BCP sobe mais de 2% com Fosun mais perto de entrar no capital

As acções do BCP estão a reagir às novidades em torno do banco, depois de ter sido convocada a reunião de accionistas que deverá elevar para 30% o limite de votos, abrindo a porta à entrada dos chineses da Fosun.
BCP sobe mais de 2% com Fosun mais perto de entrar no capital
Bruno Simão/Negócios
Sara Antunes 18 de Outubro de 2016 às 09:40

O BCP está a subir 2,40% para 1,6 cêntimos, tendo já valorizado mais de 3,5%. A subida desta terça-feira, 18 de Outubro, surge depois de ontem o banco liderado por Nuno Amado ter convocado os accionistas para a assembleia-geral, onde vão discutir, entre outras questões, o aumento do limite de votos de 20% para 30%, uma das exigências da Fosun para entrar no capital do banco.


Este desenvolvimento é "neutral" para as acções, considera o analista Carlos Cobo, do Haitong, que realça que a "reunião está em linha com as expectativas, depois da administração do BCP" ter recebido com agrado a proposta de investimento da Fosun.

 

"Recordamos que a Fosun propôs subscrever" um aumento de capital privado que lhe dará cerca de 16,7% do capital do BCP, além de admitir "aumentar a sua participação" até 30%, realça o mesmo analista.

 

Os accionistas do BCP vão assim reunir-se no dia 9 de Novembro, com o objectivo de subir o limite de voto dos actuais 20% para 30% e aumentar o número máximo de administradores de 20 para 25 elementos. Duas decisões que permitem acomodar duas das exigências impostas pelo grupo chinês Fosun para tomar até 30% do capital do banco liderado por Nuno Amado.

Outra das condições que foi imposta pelos chineses para entrarem no capital passa pela fusão das acções do banco, uma operação que já está em marcha.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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mais votado JCG Há 2 semanas

Interessante: 4 acionistas com 27,5% do K decidem entregar o banco aos chineses por meia dúzia de patacos.

Este acordo e esta predisposição cheiram mal, há aqui algo de estranho, parte do suposto gasto a que os chineses estão dispostos a incorrer é para comprar ações no mercado secundário, se calhar fizeram algum acordo com esses 4 acionistas que os previlegiam, mas em tudo isto há sinais de ataque predatório de abutres procurando abocanhar a maior parte do cadáver.

Um dado curioso é o do aumento do número de administradores. De 20 para 25. Os chineses querem 5. 5 por 30% do K significaria um total de administradores de 17. O BCP já tem mais. A exigência dos chineses não parece exagerada, mas o que é curioso é que os outros acionistas que reduzem a sua parte no K não reduzem, todavia, o número de administradores que designam. Ao invés aumentam o número máximo de administradores para acomodar os chineses. Há sempre lugar para os parasitas da casta.

Isto mostra bem como vivemos hoje em dia mais uma situação de república ou ditadura de administradores que de capitalistas. Administradores são hoje em dia os novos senhores feudais que estão revertendo o resto da sociedade à era medieval.

É preciso que alguém trave isto, nem que seja o BCE.

Se o BCP precisa de aumentar o K que faça um aumento de K nas condições legais e regulamentares aberto a todos os acionistas. Se os chineses querem entrar no BCP que comprem ações na bolsa ou a algum dos acionistas em particular, de acordo com as regras e a lei, nomeadamente as respeitantes à aquisição de posições dominantes e às disposições que protegem os restantes acionistas em tais operações, implicando nomeadamente o lançamento de OPA’s. De contrário quem quer entrar pode fazer algum acordo particular com algum acionista em prejuizo dos restantes, como parece estar a acontecer.

comentários mais recentes
Todos à assembleia Há 2 semanas

Silva, concordo com tudo o que dizes, no que respeita aos peq. e médios acionistas não estarem organizados e terem interesses diferentes, acontece porque a maioria adora o anonimato, parece que têm receio que alguém saiba se perdem ou ganham ou se jogam com dinheiro de origem duvidosa ou do vizinho.

J. SILVA Há 2 semanas

Quem decide é minoritário. Quem detêm a maioria são peq. e médios investidores, que não estão organizados e têm interesses muito diferenciados, sendo difícil uma convergência para LIMPAR ESTA PODRIDÃO. Os particulares , desde que organizados. poderiam reunir uma parte significativa do capital

Wolverine of wallstreet Há 2 semanas

SHORT !!!

J. SILVA Há 2 semanas

DE facto, esta administração e os accionistas, ditos de referência, bateram no fundo , na extrema abjecção. Tudo é feito à SUCAPA, duma deslealdade inqualificável , sem pudor, com total desrespeito dos direitos de terceiros. Isto é próprio de estados totalitários.

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