Banca & Finanças BE exige ao Ministério das Finanças garantias sobre comissões da Caixa

BE exige ao Ministério das Finanças garantias sobre comissões da Caixa

O BE anunciou hoje que vai exigir ao Ministério das Finanças garantias de que as comissões da Caixa se mantêm as mais baixas do mercado e, simultaneamente, avançar com uma iniciativa para alargar os serviços mínimos bancários.
BE exige ao Ministério das Finanças garantias sobre comissões da Caixa
Lusa
Lusa 01 de fevereiro de 2018 às 18:54

"A Caixa Geral de Depósitos tem de ser uma garantia de boas práticas nos mercados e é por isso que, ainda hoje entregaremos uma pergunta ao Ministério das Finanças para que nos garanta e prove com factos e dados que, não só agora como no futuro, a CGD se compromete a praticar sempre as comissões mais baixas do mercado", anunciou Mariana Mortágua.

 

A vice-presidente da bancada do BE defendeu, por outro lado, a necessidade de alargar os serviços mínimos bancários, alargando as operações abrangidas, terminado com a limitação de ter contas partilhas com cônjuges pais, ou filhos.

 

O aumento de comissões cobradas pela Caixa Geral de Depósitos foi hoje levantado durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, no parlamento, tendo António Costa respondido que o acionista Estado, que detém a totalidade do banco público, não interfere nos seus atos de gestão.

 

Questionada sobre se a iniciativa do BE é um braço de ferro com o executivo, Mariana Mortágua respondeu: "Não encaramos isto como um braço de ferro com o Governo, encaramos isto como nosso dever parlamentar de legislar para proteger as pessoas e garantir um acesso a um bem que é público".

 

Especificamente sobre a Caixa, Mariana Mortágua sublinhou que, como banco público, "tem o dever de dar o exemplo".

 

"Só este ano, o BE já fez duas perguntas à CGD sobre aumentos de comissões, ambas ainda sem resposta. Ontem [quarta-feira], na comissão de Orçamento e Finanças questionámos o ministro das Finanças garantiu que a CGD tinha e praticava as comissões mais baixas do mercado", disse.

 

Por outro lado, o Bloco quer "acabar com as limitações" no acesso a contas de serviços mínimos, que se aplicam apenas a pessoas com uma conta à ordem, que não partilhem conta com o cônjuge, filhos ou pais.

 

"Queremos alargar o número de operações que cabem dentro destes serviços bancários. Não apenas transferências, ter um cartão de débito, poder fazer depósitos ao balcão, poder fazer levantamentos com caderneta ao balcão sem custos acrescidos, poder consultar o saldo da conta, fazer pequenos pagamentos de débito", afirmou.

 

O BE quer também "que fique muito claro na lei quais são os deveres de informação dos bancos comerciais, da Caixa e dos restantes bancos", que actualmente "não divulgam esta conta porque não lhes interessa divulgar".

 

De acordo com a notícia hoje avançada pelo jornal Público, a CGD vai aumentar pela terceira vez as comissões cobradas aos clientes, incidindo agora sobre os clientes mais jovens e, indirectamente, também os pensionistas.

 

No primeiro caso, os clientes mais novos passam a pagar uma taxa pela manutenção de conta à ordem. Mas quem fizer levantamentos de dinheiro ao balcão do banco ou recorrer à 'caderneta' (prática ainda bastante comum entre pensionistas e clientes mais idosos) também vai pagar comissão, excepto as pensões até 835,50 euros.

 

O objectivo do banco é, segundo o jornal, incentivar os clientes para um maior uso dos cartões de débito e de crédito e outros recursos que não impliquem deslocações às dependências bancárias.

 




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mais votado Comissões a…olho ! 01.02.2018

Ao menos se as comissões fossem estabelecidas em função dos custos efetivos da Caixa,
e depois afetadas de uma taxa de lucro suscetível de tornar a Caixa empresa rendível,
a bem dos seus acionistas “de jure”, os Cidadãos Portugueses
-os Clientes da Caixa compreenderiam com mais resignação
a necessidade de ajustamentos nas Comissões.
Agora se os Clientes tomam consciência, que há produtos na Caixa,
hoje vitais para estimular a poupança,
em que as comissões, por ausência de contabilidade dos custos incorridos, são fixadas “a olho”,
com constatação a posteriori que geram rendibilidades para a Caixa de 500% sobre os capitais próprios regulamentares exigidos,
então é que: “salve-se quem puder”,
porque não há estratégia de ”fazer ouvidos de mercador” que possa silenciar a contestação.

comentários mais recentes
Desanimado 03.02.2018

https://www.dn.pt/dinheiro/interior/comissoes-bancarias-tiram-cinco-milhoes-de-euros-por-dia-das-contas-dos-clientes-9091704.html

Não basta barafustar é preciso AGIR!!
https://www.deco.proteste.pt/campanhas/comissoesfora/

General Ciresp 01.02.2018

Este ditado e meu:uma jarra sem flores e como dar uma QUECA sem mulher=pulheta.

Comissões a…olho ! 01.02.2018

Ao menos se as comissões fossem estabelecidas em função dos custos efetivos da Caixa,
e depois afetadas de uma taxa de lucro suscetível de tornar a Caixa empresa rendível,
a bem dos seus acionistas “de jure”, os Cidadãos Portugueses
-os Clientes da Caixa compreenderiam com mais resignação
a necessidade de ajustamentos nas Comissões.
Agora se os Clientes tomam consciência, que há produtos na Caixa,
hoje vitais para estimular a poupança,
em que as comissões, por ausência de contabilidade dos custos incorridos, são fixadas “a olho”,
com constatação a posteriori que geram rendibilidades para a Caixa de 500% sobre os capitais próprios regulamentares exigidos,
então é que: “salve-se quem puder”,
porque não há estratégia de ”fazer ouvidos de mercador” que possa silenciar a contestação.

Tereza economista 01.02.2018

Não temos governo, mas comissão liquidatária do país, a edp, lusoponte, Da vinci, ppp. ctt, CGD e restante banca é que manda no país. A desgraça está mais perto.

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