Transportes BE lamenta "caos" nos transportes públicos e exige investimento

BE lamenta "caos" nos transportes públicos e exige investimento

O deputado do BE Heitor de Sousa lamentou hoje o "caos" nos transportes públicos, nomeadamente na travessia do rio Tejo, culpando o anterior Governo pelos cortes efetuados e exigindo mais investimento ao actual executivo.
BE lamenta "caos" nos transportes públicos e exige investimento
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 11 de outubro de 2017 às 17:31
"Os acontecimentos que se estão a viver, desde o início da semana, na travessia do Tejo, no serviço de transporte da Soflusa entre o Barreiro e Lisboa, é o caos total que exige respostas concretas por parte do Conselho de Administração e, sobretudo, por parte do Governo", afirmou o deputado do BE, numa declaração política no plenário da Assembleia da República.

Entretanto, num dos diversos pedidos de esclarecimento, o deputado comunista Bruno Dias anunciou que a sua bancada irá entregar um requerimento para a audição parlamentar do ministro do Ambiente, com esta tutela, e do Conselho de Administração da Transtejo/Soflusa, concordando tratar-se de uma "situação da maior gravidade que veio demonstrar a razão do PCP nos alertas ao longo dos anos".

Antes, o parlamentar bloquista defendera que "a superação das dificuldades só se resolve com o reforço do investimento público nos transportes públicos, em especial na Área Metropolitana de Lisboa" para "renovar e modernizar frotas, expandir redes de metropolitano, modernizar serviços de comboios e oferecer mais transportes, com mais qualidade e frequência".

"Estes são desafios estratégicos que o Governo tem de assumir já e não apenas a partir de 2021. Não pode haver desculpas para não desbloquear o investimento a partir do próximo Orçamento do Estado", afirmou Heitor de Sousa.

A deputada do partido ecologista "Os Verdes" Heloísa Apolónia classificou a situação como "verdadeira aberração, ao recusar serviço de transporte público às pessoas, que querem usar e não podem".

"Não se pode dizer que não fosse previsível", acrescentou, lembrando que havia certificados de navegabilidade a caducar e manutenção prevista em falta.

"Tinha a expectativa de que trouxesse aqui um ato de contrição ou um pedido de desculpa aos portugueses. Estão há dois anos a suportar o Governo do PS. Têm responsabilidades nesta história. No tempo crítico em que estivemos sujeitos ao resgate por culpa dos vossos amigos do PS, nada disto aconteceu. Não discutem esses assuntos nas vossas reuniões secretas e clandestinas?", ironizou o social-democrata António Costa Silva, dirigindo-se ao deputado bloquista.

O democrata-cristão Helder Amaral lamentou igualmente a "imagem de caos, também no Metro e na Carris" e na "quase totalidade dos serviços de transportes", que "piorou nos dois anos em que [o BE] apoia e suporta este Governo", referindo as consequências de cativações de 459 milhões de euros no Ministério do Planeamento e Infraestruturas.

"O plano de manutenção de 2015 não foi cumprido e teve um corte de cinco para três milhões de euros. A austeridade tem efeitos ao longo do tempo e não pode ser reparada de imediato", justificou o socialista André Pinotes Batista, atribuindo uma "lógica do absurdo" aos deputados da oposição por não reconhecerem responsabilidades do anterior executivo.

HPG // VAM

Lusa/Fim




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