Desporto Benfica aumenta para 60 milhões de euros encaixe da emissão de obrigações

Benfica aumenta para 60 milhões de euros encaixe da emissão de obrigações

A SAD encarnada espera arrecadar 60 milhões com a operação de venda de dívida, em que inicialmente apontava para 50 milhões de euros. O prazo da subscrição continua intacto: até 20 de Abril.
Benfica aumenta para 60 milhões de euros encaixe da emissão de obrigações
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 11 de abril de 2017 às 17:54

A SAD do Benfica aumentou para 60 milhões o montante que pretende arrecadar na emissão de obrigações que está a fazer junto do público em geral. Em vez dos 50 milhões inicialmente previstos, a emissão global é agora 20% mais alta. 60 milhões é o valor global que a sociedade espera encaixar caso haja uma subscrição de todas as obrigações disponíveis.

 

"Informa-se que, em linha com o previsto na deliberação do conselho de administração da Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD do dia 17 de Março de 2017, o emitente decidiu no dia 7 de Abril de 2017 aumentar o montante global máximo do empréstimo obrigacionista denominado ‘Benfica SAD 2017-2020’ para €60.000.000", conforme aponta a adenda ao prospecto da emissão tornada publica esta terça-feira, 11 de Abril.

 

Este aumento de 20% do valor a arrecadar ocorre apesar de a taxa de juro anual bruta ser de 4%, a mais baixa nos empréstimos obrigacionistas assumidos pela sociedade anónima desportiva.

 

Os 60 milhões de euros correspondem ao valor bruto do encaixe. Contudo, a SAD presidida por Luís Filipe Vieira terá de enfrentar custos como comissões e afins, que, devido à subida do valor, são superiores aos anteriormente estimados: "O emitente pagará, pressupondo que a oferta se concretize pelo seu montante máximo, ou seja, €60.000.000, um montante total de €1.976.000 de comissões, incluindo as comissões de organização e montagem, a pagar aos coordenadores globais, e de colocação, a pagar aos membros do sindicato de colocação, valor que inclui os impostos aplicáveis". Quando o valor global das obrigações era de 50 milhões de euros, os custos com comissões eram de 1,7 milhões de euros.

 

O calendário da operação, que tem o Haitong e o Montepio Investimentos como coordenadores globais, não sofre alterações: as ordens podem ser transmitidas até às 15:00 de 20 de Abril, sendo que as ordens já dadas podem ser revogadas até 17 de Abril.

 

Esta operação de emissão de títulos de dívida para o público em geral, como clientes bancários, é, para o Sport Lisboa e Benfica, uma "oportunidade" para fazer uma "redução da exposição à banca portuguesa", como já explicou o administrador com o pelouro financeiro Domingos Soares de Oliveira (na foto). Deixa de dever aos bancos e passa a ter uma dívida para com os clientes bancários.

 

Entre o lançamento da emissão de obrigações destinadas ao público em geral e a subida do valor a encaixar, as águias comunicaram a renovação do contrato de trabalho com o treinador Rui Vitória até Junho de 2020. 

 

(Notícia actualizada às 18:06 com mais informações)




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comentários mais recentes
JN Há 2 semanas

Qual a diferença entre um cobarde anónimo e um chamado joaoaviador, não são ambos anónimos?

joaoaviador Há 2 semanas

Anónimos cobardes não deveriam ter o direito de chamar imbecis aos outros mas, claro, o problema não é deles mas sim de quem permite a publicação das suas aleivosias.

Anónimo Há 2 semanas

Como é possível ver tanto imbecil a dizer tantos disparates...

Anónimo Há 2 semanas

O instrumento para sacar capital fresco ao zé é simples e depois, quantos vão ficar a "berrar"? Alguem sabe a dimensão do passivo dos almorávidas? Com mais 60 milhões e os juros, o passivo já ultrapassou os 500 milhões de euros... Pegando numa frase de um ex-dirigente, o passivo dos almorávidas é igual à soma dos passivos dos principais rivais.

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