Empresas Berardo quer fim das participações entre BPI e BCP

Berardo quer fim das participações entre BPI e BCP

O empresário Joe Berardo afirmou hoje à agência Lusa que espera que o BPI venda rapidamente a participação que detém no BCP e que o banco presidido por Filipe Pinhal venda as acções que detém no banco liderado por Ulrich.
Negócios com Lusa 25 de novembro de 2007 às 22:47

Berardo, que detém cerca de 6 por cento do Banco Comercial Português (BCP), fez estas declarações depois de ter sido anunciado que os dois bancos concluíram, sem sucesso, as negociações para uma fusão.

"Espero que o BPI venda a participação deles [no BCP] o mais rápido possível e que o BCP também venda [a sua participação no BPI] o mais rápido possível", afirmou Joe Berardo.

O BPI é, actualmente, o maior accionista do BCP, detendo directa e indirectamente 8,87 por cento do capital do banco presidido por Filipe Pinhal.

O segundo maior accionista do BCP é a holding seguradora holandesa Eureko, com 7,07 por cento, e o terceiro é Joe Berardo, com cerca de 6 por centro, detidos através da Fundação e da Metalgest.

Por outro lado, o BCP controla, directa e indirectamente, 6,6 por cento do BPI.

Berardo disse à Lusa que os accionistas do BCP têm mantido reuniões sobre o futuro da instituição financeira e sublinhou que, quanto ao BPI, vão tentar impedir que possa exercer o seu direito de voto na próxima assembleia geral do BCP, caso ainda sejam accionistas, porque são um banco concorrente.

"Vamos tentar fazer tudo para que o BPI não possa votar na assembleia geral", garantiu.

O empresário disse, também, à Lusa não estar preocupado com uma eventual oferta pública de aquisição sobre o BCP, acrescentando que o futuro do banco passa pelo seu desenvolvimento em outros mercados.

"[Uma OPA] é o que menos me preocupa", disse Berardo à Lusa.

"Nós [os accionistas] temo-nos reunido e vamos continuar a reunir e sabemos o que queremos", afirmou.




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