A pressão que se regista no sector do cimento leva o BESI a preferir a Portucel, em detrimento da Semapa. O banco de investimento baixou o preço-alvo da "holding" de 7,6 para 6,9 euros.

Numa nota de research intitulada "Cimento sob pressão", os analistas Nuno Estácio e Inês Duarte Silva reduziram as suas estimativas para o segmento do cimento devido "ao aumento dos custos, à queda da procura e dos preços, e aos problemas da fábrica do Líbano".
Ainda assim, o BESI acredita que os resultados da
Semapa serão suportados pelo segmento de pasta e papel do grupo. A
Portucel, que apresentou resultados no dia 19 de Julho, viu os seus lucros semestrais aumentarem 8,3% para um total de 105,7 milhões de euros devido, em parte, ao aumento do volume de vendas de papel em cerca de 3%.
Os dois analistas reiteram, assim, a sua preferência pela Portucel, em detrimento da Semapa, já que não acreditam "que a actual exposição da holding ao sector do cimento, em especial em Portugal, seja, nesta altura, benéfica, em especial após a compra da restante participação da Secil por 600 milhões de euros".
No sector do cimento (Secil), o banco de investimento aguarda uma queda de 5% das receitas e de 41% do EBITDA no segundo trimestre de 2012. As vendas deverão ter caído cerca de 9% face ao período homólogo já que "o fraco desempenho do mercado doméstico anulou parte do impacto positivo das exportações".
O novo preço-alvo da Semapa atribuiu às acções da empresa um potencial de valorização 31%, o que leva o banco de investimento a manter a recomendação de "comprar".
Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.