Indústria Bial quer "estabilidade" em Portugal para fazer "coisas muito bonitas" 

Bial quer "estabilidade" em Portugal para fazer "coisas muito bonitas" 

O presidente da Bial, que vai investir mais 37,4 milhões de euros para criar novos medicamentos, prometeu ao primeiro-ministro "realizar coisas muito bonitas, ao longo dos próximos anos", caso haja "condições de estabilidade" no país na área da Saúde.
Bial quer "estabilidade" em Portugal para fazer "coisas muito bonitas" 
Paulo Duarte/Correio da Manhã
Rui Neves 23 de janeiro de 2017 às 12:06

"O nosso país tem mostrado na área da saúde uma grande pujança a nível da investigação, uma boa prestação de cuidados e já alguma capacidade de criação de novos produtos e novos serviços competitivos à escala global. O potencial de desenvolvimento existente é muito grande", garantiu nesta manhã de segunda-feira, Luís Portela, presidente da Bial, no arranque da cerimónia de assinatura de um contrato de investimento de 37,4 milhões de euros com a AICEP, que conta com a presença do primeiro-ministro.

 

"Penso que, se tivermos condições de estabilidade, poderemos realizar, ao longo dos próximos anos, coisas muito bonitas, reforçando a dimensão económica e internacional da boa saúde que se faz em Portugal", prometeu Luís Portela, "chairman" da maior indústria farmacêutica portuguesa, que investe em média cerca de 50 milhões de euros por ano.

 

Depois de ter lançado no mercado mundial os primeiros dois medicamentos de raiz portuguesa, a Bial firma agora um investimento de mais 37,4 milhões de euros para aplicar no desenvolvimento de mais fármacos, nomeadamente nas áreas dos sistemas nervoso central e cardiovascular. 

 

Dos vários projectos que a Bial tem em investigação, o mais avançado tem que ver com uma molécula para a área cardiovascular, que está já em fase de ensaios clínicos.




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comentários mais recentes
vinteetrês 23.01.2017

É para este tipo de iniciativas que deve haver dinheiro. É uma empresa única, que faz investigação em áreas de excelência. O dinheiro que andam a despejar em subsídios deveria ser canalizado para investir. 80% do OE é para o lixo!!

Anónimo 23.01.2017

Querem ver que a Bial vai fazer jardins? Ou que isto é uma compensação para não se falar mais nos Panama Papers?

Horizonte 23.01.2017

Se um banco quase falido angaria 1.300 mil milhões de euros frescos para tapar buracos...imaginem uma Bial se pudessem beneficiar da força da nossa Bolsa para investir nos novos medicamentos, mas estranhamente boa parte das boas empresas nacionais menos conhecidas não procuram esta fonte de capital mais barata em comparação com os bancos...enfim, são oportunidades perdidas para todos.

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