Imobiliário Blackstone encaixa até 900 milhões com venda de quatro centros comerciais em Portugal

Blackstone encaixa até 900 milhões com venda de quatro centros comerciais em Portugal

Os activos estão nos arredores de Lisboa e a Blackstone contratou a JLL para vendê-los, numa altura em que a procura em Portugal segue em sentido ascendente. O negócio pode contribuir para um recorde no investimento imobiliário no país.
Blackstone encaixa até 900 milhões com venda de quatro centros comerciais em Portugal
O Almada Fórum é dos dos centros comerciais envolvidos no negócio.
Correio da Manhã
Wilson Ledo 20 de julho de 2017 às 16:37

O fundo norte-americano Blackstone pode encaixar entre 750 e 900 milhões de euros com a venda de quatro dos seus centros comerciais em Portugal, apurou o Negócios.

 

O Sintra Retail Park, o Forum Sintra, o Forum Montijo e o Almada Forum, todos nos arredores de Lisboa, são os activos em causa. 

 

A intenção da Blackstone em alienar património foi avançada pela Bloomberg esta quinta-feira, 20 de Julho. A agência concretizou que foi contratada a consultora JLL para representar o vendedor. Nem a Blackstone nem a JLL quiseram comentar.

 

Tendo em conta a dimensão do negócio, são os fundos de investimento que se deverão chegar à frente. A operação foi lançada em Junho, depois de uma primeira tentativa em Março, e prevê-se que esteja concluída até ao final de 2017.

 

Daí que se torne possível um novo recorde no investimento imobiliário em Portugal, para os três mil milhões de euros, como previsto pela consultora CBRE esta semana.

 

Os donos do Forum Coimbra e do Forum Viseu são encarados pelo mercado como um dos candidatos naturais a este processo. Em Março passado, os grupos Greenbay e Resilient, com sede na Mauritânia e na África do Sul respectivamente, compraram os dois centros comerciais por 220 milhões de euros. Os activos pertenciam então à Locaviseu, empresa gerida pela CBRE.

 

O Deutsche Bank é outro dos potenciais compradores depois de ter adquirido os centros comerciais Dolce Vita Douro e Coimbra à Lone Star. Os dois mudaram recentemente de nome, passando a chamar-se, respectivamente, de Nosso Shopping e Alma Shopping.

 

A francesa Klépierre pode também juntar-se à corrida, sendo já dona em Portugal dos centros comerciais Parque Nascente no Porto, Aqua Portimão ou do Espaço Guimarães.

 

Axa e as casas de investimento imobiliário Unibail-Rodamco e TH Real Estate integram também a lista de potenciais interessados, segundo as fontes ouvidas pelo Negócios.

A Blackstone começou a adquirir centros comerciais em 2013, com a compra da gestora Multi Corporation. Dois anos depois, comprou o Almada Forum e o Forum Montijo a um fundo gerido pelo alemão Commerzbank. O negócio fechou-se na altura pelos 330 milhões de euros.




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mais votado Anónimo 20.07.2017

Portugal precisa de ter uma KKR e uma Blackstone. Se os suecos com 10 milhões de pessoas têm a Investor, a Lundbergs e a Industrivärden...

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Alvaro 21.07.2017

O Jornal de Negócios continua a ter problemas com o mundo dos negócios/finanças da zona Índico/Pacífico.
Tanto a GreenBay Properties como a Resilient Properties são empresas sul-africanas.
A Resilient tem sede na África do Sul e a GreenBay, criada pela Resilient nas Maurícias (oceano Índico) e não na Mauritânia (Maghreb, costa Atlântica), vocacionada para o investimento imobiliário na Europa, está registada nas Maurícias (GBL1, ), está cotada na bolsa de Port Louis e na de Joanesburgo e é efetivamente dirigida a partir de Joanesburgo.
As empresas sul-africanas registadas nas Maurícias em GBL1 (com acordo prévio do banco central sul-africano - Reserve Bank) fazem-no com três objetivos: otimização fiscal, evitar o extremamente burocrático sistema de "exchange control" do Rand (que devia ter sido abolido ao mesmo tempo que o Fianacial Rand) e não serem penalizadas pelas exigências do BBBEE (Broad-Based Black Economic Empowerment).

Anónimo 20.07.2017

Fujam enquanto ainda dá lucro.

Anónimo 20.07.2017

Com a brigada anti-capital e pró-trabalho a todo o custo mesmo que este já não se justifique, o mercado de acções como garante do investimento que fomenta a modernização, a inovação e a internacionalização da economia portuguesa sem contudo a colocar em risco de bancarrota ou enquadrada num Estado sem soberania, estará sempre limitado e subaproveitado.

Anónimo 20.07.2017

Que grandes aldrabões, primeiro encaixa, depois contratou a JLL para vender. Em que é que ficamos? Encaixou, Encaixa ou vai Encaixar?

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