Energia Bloco diz que PS é "permeável" a "lobby" das eléctricas

Bloco diz que PS é "permeável" a "lobby" das eléctricas

O Bloco de Esquerda admitiu hoje o momento difícil com a decisão do Governo de voltar atrás na nova taxa sobre as empresas de energias renováveis no Orçamento do Estado para 2018.
Bloco diz que PS é "permeável" a "lobby" das eléctricas
Miguel Baltazar
Lusa 30 de novembro de 2017 às 18:51
"É um momento que é difícil porque comprova que o lobby das eléctricas é poderoso demais para as mudanças que contam e que o PS é permeável a estas imposições e não teve a coragem de dar o passo que tinha acordado com o BE", afirmou a coordenadora nacional do Bloco, Catarina Martins, à margem de uma visita à Escola Básica Eugénio dos Santos, em Lisboa.

Para a líder bloquista, que falou pela primeira vez desde a aprovação do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), na segunda-feira, e do recuo dos socialistas, o executivo do PS "não teve coragem de fazer um pouco mais de justiça combatendo um bocadinho" as "rendas excessivas, em nome de baixar a conta da energia de todo o país".

Catarina Martins garantiu que os bloquistas vão, até ao final da legislatura, "por esta medida em cima da mesa", uma medida, insistiu, para "baixar a conta da luz para toda a gente".

"Neste país, vezes demais, governos demais sistematicamente vergam-se ao poder das eléctricas para que Portugal pague uma das facturas de energia mais caras da Europa ao mesmo tempo que garante rendas excessivas à EDP e outras empresas", disse.

Para a coordenadora do Bloco, já é tempo de "dizer basta" à EDP e aos seus "lucros absolutamente abusivos".

O que foi proposto no OE2018, e recusado pelo PS e pelo Governo, era "descer um bocadinho estas rendas", explicou.

"Combater as rendas excessivas é baixar a conta da luz para as famílias e as empresas", insistiu.

A deputada disse que o BE tem sido fiel ao compromisso assinado há dois anos com o PS, que resultou no apoio parlamentar ao Governo de António Costa, juntamente com o PCP e o PEV.

"Temos sido fiéis a esse compromisso e seremos fiéis a esse compromisso enquanto for cumprido por todas as partes", acrescentou.

Logo na segunda-feira, a deputada do BE Mariana Mortágua acusou os socialistas de "deslealdade" e de cederem ao "poder das eléctricas", "voltado com a palavra atrás" ao mudar o seu sentido de voto e chumbar uma nova taxa sobre as empresas de energias renováveis.

"Quando era preciso um primeiro-ministro com `nervos de aço´ para responder às empresas que pretendem manter rendas de privilégio, o Governo falhou", lamentou Mariana Mortágua, momento antes de ser votado o Orçamento do Estado de 2018.



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Anónimo Há 1 semana

A traidora Catarina prometeu 40 anos TSU para a reforma e o "Zarolho" já anunciou quase 67 anos de idade. Carrega Costa que o povo gosta.

Anónimo Há 1 semana

PS/PSD/CDS estão "ENTERRADOS" nestes negocios destas empresas , pois são uma fonte de alimento aos seus militantes . Bloco de Esquerda e creio que o partido comunista não estão neste ROUBO que fazem ao contribuintes ,os comentários terrpristas que fazem não tem nenhum sentido

Anónimo Há 1 semana

A Catarina é uma traidora, isto porque atira a pedra e esconde a mão. Sócia da mortandade vem agora armar-se em virgem pura. Bom emprego para Louçã!!

Anónimo Há 1 semana

O PS é permeável. As vacas podem não voar, mas são felizes. Diz-se que todo o burro come palha se lha souberem dar. Mas parece que o jericónimo já não está a gostar e no que respeita `katinga, o costa ainda não lhe apanhou o jeito. Como ainda faltam dois anos, talvez aprenda. Haja fé.

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