Banca & Finanças BNP apresenta lucros abaixo do esperado e avança com plano de "transformação"

BNP apresenta lucros abaixo do esperado e avança com plano de "transformação"

O grupo francês apresentou um resultado líquido de 7,7 mil milhões de euros no ano passado. O valor ficou aquém do esperado. Vem aí um novo plano que passa pelo corte de custos e transformação digital.
BNP apresenta lucros abaixo do esperado e avança com plano de "transformação"
Bloomberg
Diogo Cavaleiro 07 de fevereiro de 2017 às 07:54

Os resultados do BNP Paribas ficaram aquém das estimativas em 2016. O lucro do grupo francês fixou-se em 7.702 milhões de euros, um aumento de 15,1% em relação ao ano anterior. Para os próximos anos, será implementado um novo plano estratégico que visa a digitalização e o corte de custos.

 

Este lucro de 7,7 mil milhões de euros, divulgado em comunicado, compara com a previsão de lucro de 1,63 mil milhões estimada pelos analistas compilados pela Bloomberg. Mesmo assim, é o melhor resultado dos últimos seis anos, segundo a agência, até porque o banco, há dois anos, teve uma multa a pagar aos Estados Unidos. O rácio de capital de referência, o Common Equity Tier 1, fixou-se em 11,5% no final do ano passado.

 

Não há indicações da actividade do banco em Portugal, onde tem um centro operacional. A única vez em que, no comunicado de imprensa, surge o nome do país é para assinalar que, no ano passado, houve lugar à assinatura de novas parcerias bancárias, sendo que uma delas é com o Banco CTT.

 

Além dos resultados, e de sublinhar o cumprimento do anterior plano estratégico, o grupo francês avança com novas metas. O plano para 2017-2020 passa pela concretização de cerca de 3 mil milhões de euros de custos de transformação entre 2017 e 2019, financiados por 3,4 mil milhões de economias de escala do mesmo período. A intenção é que o lucro cresça, em média, 6,5% ao ano.


A eficácia operacional e a aposta na digitalização fazem parte da aposta. "Redução de custos" e "optimização dos processos" são outras das palavras que surgem. Em entrevista à Bloomberg, o administrador com o pelouro financeiro, Lars Machenil, rejeitou que está em causa apenas um programa de corte de custos. O rácio de Common Equity Tier 1 é para fixar-se em 12% em 2020.

 

Haverá distribuição de dividendos, que será de 2,70 euros, mais 16,9% do que no ano anterior, ainda sujeita a aprovação da assembleia-geral de 23 de Maio.




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