Banca & Finanças BNP Paribas prevê investir até 3.000 milhões na banca digital

BNP Paribas prevê investir até 3.000 milhões na banca digital

O plano de investimentos, que será apresentado no início de 2017, estender-se-á até 2020. O banco francês está, desde o início do ano, a deslocalizar mais postos de trabalho para Portugal, nomeadamente para o "hub" de Lisboa.
BNP Paribas prevê investir até 3.000 milhões na banca digital
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 24 de Novembro de 2016 às 12:30

O banco francês BNP Paribas está a ponderar investir entre 2.000 e 3.000 milhões de euros, ao longo dos próximos quatro anos, sobretudo para acelerar a implementação de serviços financeiros digitais.


O anúncio do plano de investimento até 2020 terá sido feito esta semana a representantes dos sindicatos pelo CEO da instituição, Jean-Laurent Bonnafe, e tornado público através de um comunicado do sindicato, citado pela Bloomberg.


"O grupo está bem e tem recursos para investir no amanhã," disse ao jornal económico francês Les Echos uma fonte interna, não identificada.


O plano do maior banco francês será apresentado no início do ano que vem e entronca no que vinha do período anterior (2014-2016) que tinha em vista a "eficácia operacional" e a realização de poupanças, que se manterão no futuro programa.


De acordo com o mesmo comunicado, o BNP está "de boa saúde", enquanto o Les Echos cita o CEO a afirmar que o produto bancário em França "provavelmente permanecerá negativo" entre 2017 e 2018, a reflectir o ambiente de baixas taxas de juro.


Em Janeiro, o mesmo jornal francês avançava que o BNP iria deslocalizar mais postos de trabalho de França para Portugal, nomeadamente para Lisboa, onde se encontra um "hub" da instituição.


"O banco quer criar um 'hub' de recursos humanos em Portugal para as actividades da CIB [banca empresarial e institucional] na Europa, Médio Oriente e África"
, disse ao Les Echos uma fonte daquela instituição, citada pela Lusa.


No Verão de 2015, lembrava na altura a agência noticiosa portuguesa, o banco tinha anunciado internamente que queria criar um "centro operacional financeiro europeu" em Portugal em 2017, o que implicaria a deslocalização de algumas funções para Lisboa.


Nesse mesmo Verão, o então ministro da Economia, Pires de Lima, tinha avançado que, em 2018, o número de trabalhadores deveria ultrapassar os 4.000. O governante confidenciou então que os responsáveis do BNP queriam fazer da capital portuguesa "o centro de serviços mais importante do BNP Paribas na Europa, integrando em Lisboa serviços que estão em Bruxelas, Paris, Londres, Nova Iorque".




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub