Banca & Finanças BoE exige reforço de capital de 11,4 mil milhões de libras aos bancos britânicos

BoE exige reforço de capital de 11,4 mil milhões de libras aos bancos britânicos

O banco central inglês quer que os bancos britânicos reforcem os fundo próprios de capital em 11,4 mil milhões de libras por forma a atenuar os riscos relacionados com o crescimento do crédito ao consumo e com o Brexit.
BoE exige reforço de capital de 11,4 mil milhões de libras aos bancos britânicos
David Santiago 27 de junho de 2017 às 12:35

O Banco de Inglaterra (BoE) avisou esta terça-feira, 27 de Junho, os bancos britânicos para a necessidade de colocarem de parte mais reservas de capital. No dia em que apresentou o relatório sobre a estabilidade financeira, o banco central inglês revelou que os bancos do país terão de, nos próximos 18 meses, reforçar em 11,4 mil milhões de libras as provisões de capital para enfrentar salvaguardar eventual arrefecimento económico.

 

A instituição liderada por Mark Carney pretende que o aumento da almofada financeira contra-cíclica seja de 0,5% dos seus activos, e avisa que na reunião de Novembro deverá decretar uma subida desta exigência para 1%. A imposição desta almofada reverte assim a decisão tomada no ano passado na sequência do referendo que resultou na vitória do Brexit.

 

O BoE explica esta decisão com a necessidade de salvaguardar os riscos inerentes ao aumento do crédito ao consumo que vem sendo registado e também para minimizar os potenciais efeitos negativos provocados pela saída do Reino Unido da União Europeia.

 

Na conferência de imprensa desta manhã, o governador britânico identifica precisamente o Brexit e o reforço do crédito destinado ao consumo das famílias como os principais riscos que se colocam à economia e sistema financeiro do Reino Unido.


Depois de começar por dizer que a estabilidade financeira vem sendo reforçada desde a crise financeira de 2008, Carney lembrou que a tarefa de enfrentar os riscos financeiros "nunca está acabada", já que os "riscos são evolutivos".

 


Relativamente ao aumento do crédito ao consumo, Mark Carney sustenta que o crescimento registado "superou largamente" o rendimento das famílias no ano passado, referindo-se a cartões de crédito e empréstimos para a compra de casas.
Sobre o Brexit lembrou a grande indefinição em torno da forma e dos prazos em que será concretizado o abandono do bloco europeu.

 

De acordo com o BoE, a medida hoje anunciada "deverá reduzir o risco de os bancos ajustarem mediante uma restrição das condições de crédito, deste modo minimizando o custo para a economia resultante de garantir um sistema bancário mais resiliente.

Apesar de os principais bancos britânicos terem reagido em queda ao anúncio desta medida, registando perdas próximas de 1%, a generalidades destas instituições já recuperou e segue agora em alta, excepção feita ao HSBC que está a perder 0,23% para 687,30 pence. Já o Barclays soma 1,45%, o Lloyds ganha 0,32% e o Royal Bank of Scotland (RBS) avança 1,48%.



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