Empresas Bombardier Portugal em processo de despedimento colectivo

Bombardier Portugal em processo de despedimento colectivo

A Bombardier Portugal enfrenta um processo de reestruturação, mas a empresa garante que continua à procura de novos contratos.
Bombardier Portugal em processo de despedimento colectivo
Reuters
André Cabrita-Mendes 21 de Outubro de 2016 às 13:29
A Bombardier Portugal está em fase de reestruturação e entrou em processo de despedimento colectivo. A empresa ainda não recuperou do golpe provocado com o fim do contrato com o Metro do Porto e procura novos contratos. 

Até lá, vai ter de despedir mais pessoal, não tendo sido avançados números, depois do processo de despedimento colectivo realizado em 2015, ter terminado com a saída de mais de 20 pessoas da empresa.

"Estamos agora a fazer esta reestruturação. Houve um despedimento colectivo em 2015 e está a ter lugar outro em 2016", adiantou ao Negócios o responsável de recursos humanos da Bombardier Portugal, sublinhando que o processo afecta vários tipos de trabalhadores, desde a técnicos, a engenheiros, passando por especialistas informáticos.

João Xavier adiantou que a empresa tenta colocar os trabalhadores em outras localizações da empresa, como em outros países, caso estejam interessados. Antes de iniciar este processo, a Bombardier Portugal contava com mais de 20 trabalhadores.

Um dos grandes clientes que a empresa canadiana de transportes tinha em Portugal era o Metro do Porto, só que o contrato de manutenção terminou no final de 2014. Este contrato foi adjudicado à EMEF este ano, que assegurou a manutenção durante dois anos por 11 milhões de euros.

A Bombardier Portugal sublinha que, apesar da reestruturação, a empresa de transportes continua a procurar novos contratos. "Estamos a concorrer a novos projectos, não estamos parados", garantiu João Xavier. 

A empresa conta com vários clientes privados, mas tem sido afectada pela quebra do investimento público nos últimos anos. "Os investimentos públicos não têm sido de grande monta", constata o responsável.

É de sublinhar que este processo não está relacionado com o despedimento de 7.500 trabalhadores pela canadiana Bombardier, a casa-mãe da Bombardier Portugal.

O despedimento foi anunciado esta sexta-feira, 21 de Outubro, pela empresa e vai afectar 10% do total de trabalhadores, não tendo sido anunciados os países que serão afectados pela medida, segundo a agência Bloomberg.

Recorde-se que a empresa canadiana apresentou uma queixa à Comissão Europeia, denunciando ajudas estatais de 90 milhões de euros à EMEF, o que viola as regras comunitárias. Como resultado, a Comissão Europeia anunciou a abertura de uma investigação aprofundada ao caso no início do segundo semestre deste ano.



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mais votado Brites_Lx Há 2 semanas

o PCP e a CGTP que proponham ficar com a concessão

comentários mais recentes
luis Há 2 semanas

informe.se Eurico Portugal antes escrever falsidades

Eurico Portugal Há 2 semanas

Cuidado, senão ainda acontece como com a QUIMONDA. O estado investe e depois... fecham portas. http://www.jn.pt/economia/interior/qimonda-portugal-com-futuro-incerto-1077150.html

Brites_Lx Há 2 semanas

excelente oportunidade para que pcp e cgtp fiquem com isto e dêem provas de que eles é que sabem gerir...tal e qual como aconteceu com as nacionalizações. . . . .

Miguel Silva Há 2 semanas

Bom trabalho dos pafiosos !

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