Telecomunicações Borje Ekholm nomeado CEO e presidente da Ericsson

Borje Ekholm nomeado CEO e presidente da Ericsson

O actual CEO da Patricia Industries vai assumir os destinos da Ericsson a partir de meados de Janeiro do próximo ano, em substituição de Jan Frykhammar.
Borje Ekholm nomeado CEO e presidente da Ericsson
Reuters
Rita Faria 26 de Outubro de 2016 às 10:20

A Ericsson anunciou esta quarta-feira, 26 de Outubro, a nomeação de Borje Ekholm (na foto) para os cargos de CEO e "chairman" da empresa, com efeitos a partir do dia 16 de Janeiro.

Borje Ekholm deixará, assim, o actual cargo de CEO da Patricia Industries para assumir os destinos da fabricante sueca de equipamentos de telecomunicações em substituição do CFO Jan Frykhammar que, desde Julho, ocupa a posição de presidente executivo, depois da saída de Hans Vestberg.

O antigo CEO foi afastado nesse mês, depois da divulgação dos resultados do segundo trimestre, período em que os lucros da empresa desceram 24%.

"Estou muito satisfeito de anunciar a nomeação de Borje Ekholm. Ele tem sólidos conhecimentos sobre as implicações tecnológicas e de negócio da convergência das telecomunicações, TI e media. Tendo estado no conselho de administração da Ericsson nos últimos dez anos, Borje Ekholm tem plena noção dos desafios e das oportunidades que a empresa enfrenta actualmente", referiu Leif Johansson, "chairman" do conselho de administração, citado pela Globe Newswire.

Borje vai assumir o comando da companhia numa altura em que a Ericsson enfrenta dificuldades para se manter relevante num ambiente de crescente concorrência com empresas como a Huawei e a Nokia.

A fabricante sueca tem em marcha um programa de cortes avaliado em nove mil milhões de coroas suecas (mais de 900 milhões de euros) por ano até 2017. Anunciou recentemente que vai cortar cerca de três mil postos de trabalho e fechar as últimas fábricas na Suécia.

Na semana passada, a companhia anunciou que fechou o terceiro trimestre deste ano com prejuízos de 233 milhões de coroas suecas (cerca de 24 milhões de euros), mais do dobro do esperado pelos analistas. Foi a primeira vez em quase quatro anos que a Ericsson apresentou contas negativas.




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