Indústria Bosch investe 26,2 milhões na expansão da fábrica de Aveiro

Bosch investe 26,2 milhões na expansão da fábrica de Aveiro

O aumento de capacidade da unidade fabril visa a produção de uma gama inovadora de esquentadores e prevê criar 230 postos de trabalho directos e indirectos, 85 dos quais altamente qualificados.
Bosch investe 26,2 milhões na expansão da fábrica de Aveiro
Ricardo Castelo/Negócios
Paulo Zacarias Gomes 13 de Dezembro de 2016 às 10:21

A industrial alemã Bosch vai investir 26,2 milhões de euros no aumento da capacidade de produção da sua fábrica de esquentadores, caldeiras e bombas de calor em Aveiro, para criar 230 postos de trabalho directos e indirectos.

O objectivo é produzir e colocar no mercado uma nova gama de esquentadores mais eficientes e únicos no mercado internacional, lê-se no despacho do ministro da Economia e do secretário de Estado da Internacionalização, assinado a 30 de Novembro e publicado esta terça-feira, 13 de Dezembro, em Diário da República.

O investimento será realizado através da Bosch Termotecnologia e vai receber incentivos financeiros previstos para os grandes projectos, concedidos no âmbito do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE 2020).

O despacho é, contudo, omisso em relação ao valor dos incentivos atribuídos, que são objecto de contrato com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse ao Negócios que, "por norma, as cláusulas dos contratos de investimento celebrados pela AICEP, E. P. E., não são divulgadas" devido à "necessidade de respeitar a entidade co-contratante e às premissas relativas às questões da concorrência", não sendo os contratos em causa "sujeitos a publicação obrigatória."

No primeiro ano após a conclusão do investimento, em 2020, a empresa espera estar a facturar 271 milhões de euros e criar 110 novos postos de trabalho directos (85 dos quais altamente qualificados) e 120 empregos indirectos junto dos fornecedores nacionais da Bosch.

Entre 2015 e 2020 a fábrica deverá gerar 3.000 milhões de euros em vendas e prestação de serviços e 718,3 milhões de euros em valor acrescentado bruto. De 2014 a 2020 as exportações aumentarão em 41 milhões de euros, para um total de 223 milhões, passando a intensidade das vendas ao exterior para cerca de 82%.

O documento refere ainda que a incorporação de componentes provenientes de fornecedores nacionais aumentará 61%, de 46 para 74 milhões de euros.

No final de Novembro o Negócios noticiou que o grupo Bosch estava em negociações com a Alemanha para a expansão significativa da capacidade de produção, envolvendo as fábricas de Braga, Aveiro e Ovar. 

Dias depois, o vice-presidente sénior de engenharia de produto da Bosch Termotecnologia em Aveiro, Sérgio Salústio, anunciou um investimento conjunto de 19 milhões de euros entre a empresa alemã (10 milhões) e a Universidade de Aveiro (9 milhões de euros) para desenvolver soluções de software e conectividade para a casa inteligente.

(Notícia actualizada às 10:32 de 14 de Dezembro, com esclarecimentos do Ministério dos Negócios Estrangeiros)




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mais votado Anónimo Há 3 dias


Comemorações Oficiais

FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

Porque é que 7 000 000 de trabalhadores e pensionistas privados têm de ser cada vez mais sacrificados para sustentar a reposição dos salários, das pensões e das mordomias de 1 000 000 de ladrões FP / CGA?

São medidas injustas que vão enterrar os portugueses em mais de 2 000 milhões €, por ano, todos os anos!

Chega de mordomias para os funcionários públicos, são as 35 horas de trabalho, os dias de férias que começam nos 25 dias, as pensões muito acima dos restantes mortais e com muito menos anos de descontos, o bloco de "desculpas" para faltar ao trabalho, as inúmeras greves dos inúteis sindicatos, a impossibilidade de serem despedidos.


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PFFN Há 3 dias

...é só pena a foto ser da Bosch em...Braga.

Anónimo Há 3 dias


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FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

Porque é que 7 000 000 de trabalhadores e pensionistas privados têm de ser cada vez mais sacrificados para sustentar a reposição dos salários, das pensões e das mordomias de 1 000 000 de ladrões FP / CGA?

São medidas injustas que vão enterrar os portugueses em mais de 2 000 milhões €, por ano, todos os anos!

Chega de mordomias para os funcionários públicos, são as 35 horas de trabalho, os dias de férias que começam nos 25 dias, as pensões muito acima dos restantes mortais e com muito menos anos de descontos, o bloco de "desculpas" para faltar ao trabalho, as inúmeras greves dos inúteis sindicatos, a impossibilidade de serem despedidos.


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