Energia BP: Extensão do oleoduto até ao Porto de Sines não tem racional económico

BP: Extensão do oleoduto até ao Porto de Sines não tem racional económico

O presidente da BP Portugal diz que a extensão do oleoduto de Aveiras até ao Porto de Sines, que o Governo vai avaliar, não tem racional económico, e critica a imposição à CLC de abrir as instalações a terceiros.
BP: Extensão do oleoduto até ao Porto de Sines não tem racional económico
Miguel Baltazar
Lusa 16 de janeiro de 2017 às 07:22

Em teoria, Pedro Oliveira considera que o prolongamento do oleoduto que liga o parque de combustíveis de Aveiras de Sines, propriedade da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), à refinaria da Galp até ao Porto de Sines, mais oito quilómetros, é uma boa ideia, mas sem justificação económica.

 

"Se existisse um racional económico, a BP já o teria feito. Se alguém o quer fazer, pois que o faça, mas em Portugal não há nenhum constrangimento à entrada de produto", defendeu em entrevista à Lusa quando questionado sobre a intenção do Governo de avaliar e tomar os procedimentos para o prolongamento do oleoduto para aumentar a concorrência.

 

O presidente da BP Portugal considerou que "nenhum agente económico responsável investe massivamente em infra-estruturas logísticas", realçando que "não são um factor diferenciador e daí que as grandes multinacionais sejam cada vez menos donas de infra-estruturas logísticas".

 

"Quem olhe para este mercado que não é de crescimento - até terá erosão marginal ao longo do tempo - a tendência é que exista capacidade ociosa. E é por isso que nenhum agente económico responsável investe em infra-estruturas logísticas", acrescentou.

 

Sobre a definição de regras de acesso a terceiros às instalações petrolíferas da operadora CLC - que tem como accionistas a Galp (65%), a Repsol (15%), a BP (15%) e a Rubis (5%) -, declaradas de interesse público pelo executivo de Passos Coelho, Pedro Oliveira diz que o que está mal é o princípio de ingerência num investimento privado.

 

"Aquela instalação é privada, feita por operadores, entre os quais a BP, que se sentem injustiçados por virem dizer o que tem que se fazer na nossa casa", declarou.

 

O presidente da BP Portugal realça que acima de tudo os accionistas da CLC questionam o "princípio", não se tratando de "não querer dar acesso [às instalações petrolíferas] a outros operadores".

 

Ainda recentemente, o secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, defendeu que o prolongamento do 'pipeline' - que actualmente termina na refinaria da Petrogal, em Sines, até ao Porto de Sines - só fará sentido se acompanhado por uma mudança das regras de utilização das infra-estruturas, que foram publicadas em Dezembro em Diário da República.

 

Segundo Pedro Oliveira, estas regras estão a ser cumpridas pela CLC, enquanto decorre a contestação nos tribunais.

 




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Anónimo Há 1 semana

"...não tem racional económico"? Será que o jornalista queria dizer "...não tem racionalidade económica"?

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