Banca & Finanças BPI e CaixaBank em parceria nas equipas de "research"

BPI e CaixaBank em parceria nas equipas de "research"

Na sequência da oferta pública de aquisição concluída em Fevereiro, os responsáveis pelo acompanhamento de acções e obrigações do CaixaBank e do BPI vão unir esforços. O grupo quer atingir sinergias de 120 milhões até 2019.
BPI e CaixaBank em parceria nas equipas de "research"
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 26 de maio de 2017 às 08:13

A área de "research" do Banco BPI está a mudar. É mais uma das alterações provocadas pela aquisição do controlo da instituição financeira portuguesa por parte do grupo catalão CaixaBank.

 

Segundo informações transmitidas por um porta-voz do CaixaBank à agência Bloomberg, as unidades de investimento do BPI e do accionista maioritário assinaram um acordo de parceria para, por exemplo, oferecer serviços de corretagem de acções em conjunto.

 

Nas mudanças anunciadas pelo banco, Bruno Silva, que estava à frente do BPI Equity Research, continua responsável pela área de "research" de acções da parceria. Já Javier Marin, que era o responsável pelo departamento de "research" do CaixaBank, é o director da área de "research" de activos de rendimento fixo, como a dívida pública.

 

É na área de "research" que são feitos estudos e avaliações sobre aspectos da vida económica, sendo que, especificamente no departamento de acções, estão em causa recomendações e atribuições de preços-alvo que reflectem o que a equipa considera estar a acontecer nas empresas avaliadas.

 

Esta nova ligação entre as duas instituições ocorre depois de, em Fevereiro, o grupo catalão liderado por Gonzalo Gortázar ter conseguido 84,5% do Banco BPI na oferta pública de aquisição, operação que tem, incluída, a intenção de criar sinergias entre os dois bancos. Alcançar 120 milhões de euros em sinergias até 2019 é, aliás, o motivo para o CaixaBank ter lançado um "plano de 100 dias" no BPI, que visa o aumento das receitas e da eficiência operacional do banco português. Além disso, tanto em Espanha como em Portugal estão em curso planos de rescisão para os trabalhadores que queiram aderir.

 

Para já, ainda não aconteceram formalmente as alterações nos órgãos sociais aprovadas já em assembleia-geral em Abril: a passagem de Fernando Ulrich para presidente não executivo e a entrada, para presidente executivo, do espanhol Pablo Forero. Essas transições ainda aguardam autorização do Mecanismo Único de Supervisão, que agrega o Banco Central Europeu e as autoridades de supervisão nacionais.


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Anónimo Há 4 semanas

E viva o outsourcing o falso pois claro. Onde pára a fiscalização.

Anónimo Há 4 semanas

Sinergias = Cortes + Despedimentos

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