Banca & Finanças BPI passa a ser liderado por um espanhol

BPI passa a ser liderado por um espanhol

Pablo Forero é o sucessor de Fernando Ulrich na presidência executiva do BPI. Era director-geral do CaixaBank, onde se encontra desde 2009.
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Pablo Forero (na foto à direita) está no CaixaBank desde 2009
Miguel Baltazar - Fotografia
Diogo Cavaleiro 08 de fevereiro de 2017 às 18:30

O BPI, que é agora detido em 84,5% pelo catalão CaixaBank, vai passar a ser presidido por um gestor espanhol. Pablo Forero é o nome escolhido para suceder a Fernando Ulrich, que deixa de ser o CEO.

 

Actualmente, Forero é director-geral do CaixaBank, onde está desde 2009. Antes disso, esteve 19 anos no JPMorgan.

 

"É uma pessoa com uma vasta e bem-sucedida [carreira] e com experiência internacional, que há oito anos desenvolve um grande trabalho no CaixaBank em diferentes cargos de responsabilidade", considerou Gonzalo Gortázar, o presidente executivo do grupo catalão na conferência de imprensa que decorreu depois de conhecidos os resultados da oferta pública de aquisição (OPA).

 

Segundo Gortázar, o sucessor de Ulrich no BPI "reúne uma experiência invejável numa entidade como o JPMorgan". Aí, foi responsável da direcção do JPMorgan Asset Management.

 

Forero "reúne todos os elementos para liderar este grande banco e para combinar o melhor do BPI com o melhor do CaixaBank", reiterou o líder do CaixaBank.

 

Forero vai presidir à comissão executiva que contará com José Pena do Amaral, Pedro Barreto e João Oliveira e Costa, que transitam da anterior equipa, a que se juntam Francisco Manuel Barbeira, Alexandre Lucena e Vale e António Farinha de Morais, que já estavam também no BPI, e dois nomes espanhóis, Ignacio Alvarez Rendueles e Juan Ramon Fuertes.


Artur Santos Silva presidente honorário do Banco BPI

Estas mudanças ocorrem depois da oferta pública de aquisição em que o grupo catalão passou a controlar 84,51% do BPI, tendo sido comunicadas ao mercado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Nessa nota, Artur Santos Silva, actual "chairman" do BPI, "comunicou que não pretende manter-se" naquele cargo nos órgãos sociais que serão eleitos na assembleia-geral de 26 de Abril. Da mesma forma, Fernando Ulrich mostrou essa mesma posição em relação à presidência executiva, no que foi acompanhado por Celeste Hagatong e Manuel Ferreira da Silva.

 

Assim, o CaixaBank já tem uma nova proposta. E tanto Santos Silva como Ulrich permanecem no BPI. "Nomeação de Artur Santos Silva como presidente honorário do Banco BPI e presidente de uma nova comissão do conselho de administração dedicada à responsabilidade social", é a primeira proposta, ainda "sujeita à obtenção das necessárias autorizações das autoridades de supervisão".

 

Fernando Ulrich continuará no conselho de administração, mas como presidente ("chairman), deixando de estar na liderança como presidente da comissão executiva (CEO). O vice-presidente da administração, e novo CEO, é Pablo Forero. António Lobo-Xavier é o outro vice-presidente da administração.

 

Já a comissão executiva, que será então liderada por Pablo Forero, contará com membros que estavam já no BPI (José Pena do Amaral, Pedro Barreto, João Oliveira Costa, Alexandre Lucena e Vale, António Farinha de Morais e Francisco Manuel Barbeira), a que se juntam nomes espanhóis (Ignacio Alvarez Rendueles e Juan Ramon Fuertes). 

 

Para Ulrich continuar como presidente executivo eram necessárias alterações aos estatutos, para permitir que gestores com mais de 62 anos pudessem ser eleitos

 




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comentários mais recentes
Cabrones Há 2 semanas

Já que os nossos só lá estão para encher os bolsos não há nada a perder. A verdade é que os investidores têm mais confiança nos espanoles.

Anónimo Há 2 semanas

O BPI era um activo apetecível mas acho que sem o BFA perde parte do seu atractivo. O LaCaixa comprou porque tinha músculo financeiro e o sistema bancário espanhol está mais estabilizado. A ideia é ser um Importante Player Ibérico, não vejo razão para que não seja assim. Uma boa gestão.

surpreso Há 2 semanas

Como diria o Almada "se isto é ser português,antes ser espanhol".Grave seria, se fosse a angolana

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