Media BPI: Suspensão de canais SIC pela ZAP é um "importante revés” para a Impresa

BPI: Suspensão de canais SIC pela ZAP é um "importante revés” para a Impresa

O corte da SIC Internacional e Notícias pela operadora de Isabel dos Santos é “um importante retrocesso” para a Impresa, segundo os analistas do BPI. E vai tornar “muito difícil monetizar” o novo canal dedicado a África.
BPI: Suspensão de canais SIC pela ZAP é um "importante revés” para a Impresa
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Ribeiro 15 de março de 2017 às 15:36

A operadora de televisão ZAP deixou de distribuir desde terça-feira os canais SIC Notícias e SIC Internacional em Angola e Moçambique. O corte do sinal destes canais do grupo Impresa aconteceu depois de recentemente terem divulgado reportagens críticas ao regime de Luanda, como noticiou a agência AFP.

Para os analistas do BPI, a decisão da operadora da empresária Isabel dos Santos, e que tem a Nos como accionista com 30% do capital, "é um importante retrocesso para a Impresa".

De acordo com a nota emitida pelos analistas do BPI, que o Negócios teve acesso, este passo afecta o grupo de media "que está a fazer uma forte aposta para crescer internacionalmente e lançou recentemente um canal dedicado a África, que agora será muito difícil monetizar sem acesso à plataforma ZAP", explicaram.

Na segunda-feira a grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão anunciou que tinha lançado o canal SIC Internacional África. Após as notícias relativas à suspensão deste canal e da SIC Notícias pela ZAP, o presidente executivo da Impresa esclareceu que as razões que levaram a este passo "são alheias" à empresa portuguesa. "A SIC Internacional África é uma aposta que foi lançada ontem e, lamentavelmente, não estamos em todas as plataformas que gostaríamos", lamentou.

Francisco Pedro Balsemão mostrou-se, contudo, confiante que os canais voltem a ser integrados nos pacotes da operadora, sublinhando estar certo que "no futuro isso voltará a acontecer". 

Na primeira hora após a abertura da sessão bolsista os títulos da Impresa chegaram a cair quase 4%, ainda que agora sigam estáveis.

A ZAP continua a distribuir os canais SIC Radical, SIC Mulher, SIC K e SIC Caras em exclusivo para os mercados angolano e moçambicano, segundo a Impresa. 

Contactado na terça-feira pela AFP, António Miguel, representante da ZAP, explicou apenas que a SIC Notícias e SIC Internacional "já não fazem parte do pacote distribuído pela Zap devido a uma mudança da grelha de difusão dos programas".




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comentários mais recentes
ahah Há 2 semanas

Ao apelido Balsemão associo desde antes do 25 Abril, democracia, liberdade de expressão e pluralismo. Desde a fundação do Expresso e posteriormente da SIC eram para mim fonte de informação credível que não dispensava, a qual infelizmente se vem perdendo (passagem do poder de pai para filho?)

Até o BPI(espanhol) já deu opinião. Porque será? Há 2 semanas

Embora o (PSIzinho) tenha sido o único a fechar no vermelho como é hábito, por falta de confiança dos verdadeiros investidores, acredito que no caso da Impresa seja algo mais, porque esta já vinha caindo muito antes deste caso (Angola). Alguém está manipulando para o pequeno ir vendendo. Espertinhos

África minha Há 2 semanas

Agora são contra a verdade dos factos pelos meios de comunicação social porque têm o poder nas mãos, mas se este mudar? Dá que pensar, porque nem sempre se está na mó de cima. Já se viraram para os espanhóis, chinas, cubas, russos, etc. que são muito piores que os tugas. O tempo já disse e dirá.

Ou haverá outros interesses? Há 2 semanas

Nenhum país gosta que uma cadeia de televisão estrangeira passe informação desfavorável ao governo. Até o cidadão visado, apesar de estar ser beneficiado se sente ofendido pela interferência de um país estrangeiro no problema. Será isto difícil de entender por uma empresa que precisa de crescer?

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