Banca & Finanças BPP ajuda défice de 2017

BPP ajuda défice de 2017

O Governo acredita que vai conseguir recuperar os 450 milhões de euros que tem sobre a massa falida do BPP no próximo ano.
BPP ajuda défice de 2017
Pedro Elias/Negócios
Diogo Cavaleiro 14 de outubro de 2016 às 23:58

O BPP, a que o Estado concedeu uma garantia de 450 milhões que foi executada pelos bancos que concederam o empréstimo equivalente, vai ajudar o défice de 2017. Essa é uma crença já antiga do Governo que está expressa na proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano.

 

"A recuperação da garantia concedida pelo Estado ao BPP e executada em 2010 (450 milhões de euros)" deverá acontecer em 2017, adianta o documento que deu entrada esta sexta-feira, 14 de Outubro, na Assembleia da República.

 

Este valor foi executado por seis bancos portugueses (CGD, BCP, BES, Totta, BPI e Caixa Agrícola) quando o empréstimo que concederam ao BPP em 2008, no valor de 450 milhões de euros, não foi devolvido. O banco fundado por João Rendeiro caminhou para a insolvência, quando deixou de ter autorização do Banco de Portugal para operar, e as instituições financeiras accionaram a garantia. O Estado ficou sem os 450 milhões. Sete anos depois, o Estado espera recuperar aquele montante.

 

A recuperação ajudará ao défice do próximo ano. Juntando o contributo da recuperação dos 450 milhões de euros com os dividendos do Banco de Portugal e com poupanças em juros e parcerias público-privadas, chega-se a 812 milhões de euros, permitindo melhorar em 0,4 pontos percentuais o saldo orçamental. O cenário macroeconómico dará um contributo de 0,5 pontos percentuais. São estes efeitos que compensam o facto de as medidas do lado da despesa representarem mais 0,1 pontos percentuais que as do lado da receita. É com o saldo de todas estas rubricas que o défice passa de 2,4% do PIB em 2016 para 1,6% em 2017, segundo as contas do Executivo.

 

A recuperação da garantia estatal é possível com a decisão judicial que considera a garantia do Estado como um crédito privilegiado, ou seja, com privilégio de recuperação sobre os outros créditos da massa insolvente. E como o valor obtido pela massa é superior aos 450 milhões de euros, está garantida a recuperação, segundo foi afirmado já pelo antigo presidente da comissão liquidatária, Luís Máximo dos Santos, agora administrador do Banco de Portugal. 


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mais votado matita42 17.10.2016

Significa isto que estes 450 milhões pagos no governo de PPC , possivelmente como uma parte dos 12 mil milhões do resgate destinados aos bancos são agora devolvidos.
O estranho é que todos tenham ficado caladinhos, excepto o Negócios, obrigado. Mas o que andam a analisar comentadores especializados, jornais, para não falar da oposição já que do governo nem pensar?

comentários mais recentes
matita42 17.10.2016

Significa isto que estes 450 milhões pagos no governo de PPC , possivelmente como uma parte dos 12 mil milhões do resgate destinados aos bancos são agora devolvidos.
O estranho é que todos tenham ficado caladinhos, excepto o Negócios, obrigado. Mas o que andam a analisar comentadores especializados, jornais, para não falar da oposição já que do governo nem pensar?

Ricardo Faria 15.10.2016

Era bom que assim fosse.

Gisela Rosado 15.10.2016

COMO????????

Albano Monteiro 15.10.2016

Manuel Nelson Bouças, dado que se junta a fé de 3, diria que é um orçamento de.. fezes..

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