Turismo & Lazer Britânicos estão a vir menos a Portugal e a culpa é dos aviões

Britânicos estão a vir menos a Portugal e a culpa é dos aviões

O Reino Unido continua a ser um dos maiores mercados de onde vêm mais turistas. Contudo, verificou-se um recuo em Novembro, depois de já se ter sentido em Outubro. O INE menciona o cancelamento de ligações aéreas.
Britânicos estão a vir menos a Portugal e a culpa é dos aviões
Bloomberg
Diogo Cavaleiro 15 de janeiro de 2018 às 12:29

Os cidadãos britânicos estão a viajar menos para Portugal. Pese embora seja um dos maiores mercados de origem de turistas, o Reino Unido tem perdido peso. O Instituto Nacional de Estatística (INE) acredita que a evolução está relacionada com a diminuição do número de serviço prestado pelas companhias aéreas.

 

O número de dormidas de turistas vindos do mercado britânico cedeu 7,7% em Novembro face ao mesmo mês do ano passado, depois de ter já recuado 5,4% em Outubro. Ainda assim, no acumulado do ano, verificou-se um crescimento de 1,5%, avança o INE. 

 

"Estes resultados, à semelhança do mês anterior, poderão estar influenciados pelo cancelamento de alguns serviços de transporte aéreo, nomeadamente entre o Reino Unido e os aeroportos de Faro e Funchal", concretiza o INE no destaque relativo à evolução do turismo em Portugal, divulgado esta segunda-feira, 15 de Janeiro.

 

Foi no arranque de Outubro que a companhia aérea britânica Monarch entrou em insolvência, que tinha operações relevantes nas ligações para Faro e para Funchal. Além disso, a Ryanair também cortou diversos voos, em que a conexão com aeroportos nacionais se fez sentir.. 

 

Ainda assim, os turistas britânicos têm uma quota de 16,3%, em linha com a apresentada pelos alemães. Ambos foram, em Novembro, os mais representativos.

 

"Entre os principais países, destacaram-se os crescimentos apresentados em Novembro pelo mercado polaco (46,9%), norte-americano (37,1%) e italiano (26,6%)", aponta o INE. Na totalidade do ano, o Brasil marca o crescimento mais forte (37,4%), seguido dos EUA (33,6%) e Polónia (29,6%).

 

Olhando para os indicadores do turismo divulgados esta segunda-feira, o número de hóspedes aumentou em Novembro acima da média.

 

Em reacção aos números do INE, o Ministério da Economia refere que "a actividade turística em Portugal registou até ao mês de Novembro, 19,4 milhões de hóspedes (+8,7%), 54,7 milhões de dormidas (+7,2%) e 3,2 mil milhões de euros de proveitos (+16,5%), resultados que ultrapassam, nos três indicadores, os valores totais alcançados no ano de 2016".

 

A nota do Ministério liderado por Manuel Caldeira Cabral não menciona o indicador em que Portugal continua a recuar: a estada média. Além disso, o rendimento médio por quarto, embora tenha crescido, ficou aquém daquilo que tem sido conseguido desde Janeiro. A área metropolitana de Lisboa e a Região Autónoma da Madeira são as únicas regiões portuguesas em que o retorno é mais elevado do que a média nacional. 




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comentários mais recentes
Não devia vir nenhum 15.01.2018

Eles que vão para Espanha

Castrol GTX 15.01.2018

Haja boas noticias

Camponio da beira 15.01.2018

Já podiam ter dito, tenho uma carrinha grande já vou buscar uns quantos.

COLX 15.01.2018

A relação entre o descrescimo nas visitas e a disponibilidade de voos é só mesmo um palpite. Seria intressante para tirar tal conclusão avaliar qual a evolução do turismo britanico para outras paragens. Com efeito ao ler a imprensa britanica ressalta o facto de a desvalorização da libra (ca 20%) se traduzir num decrescimo concomitante das viagens de férias dos britânicos para os países da zona Euro

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