Automóvel Bruxelas aprova compra da Opel pela Peugeot-Citroën

Bruxelas aprova compra da Opel pela Peugeot-Citroën

A Comissão disse não ter detectado questões passíveis de limitar a concorrência nos mercados relevantes, dando seguimento ao negócio de 2.200 milhões de euros entre a GM e a Peugeot-Citroën.
Bruxelas aprova compra da Opel pela Peugeot-Citroën
Paulo Zacarias Gomes 05 de julho de 2017 às 16:49
A Comissão Europeia deu luz verde incondicional para a compra do negócio da GM na Europa por parte da PSA - Peugeot Citroën, uma aquisição avaliada em 2.200 milhões de euros.

"A Comissão concluiu que a transacção não levantará preocupações de concorrência nos mercados relevantes," refere o executivo comunitário em comunicado enviado esta quarta-feira, 5 de Julho. 

Com a operação, a PSA (liderada por Carlos Tavares, na foto) compra os activos e as participações atribuíveis à Opel e adquire o controlo da marca.

Os títulos da Peugeot recuam 1,38% em Paris, para 17,88 euros, ao passo que os da General Motors cotam em 35,03 dólares, numa queda de 1,5%.

A Comissão analisou o mercado de veículos ligeiros e comerciais a nível europeu e nacional e a sobreposição nas redes grossista e de retalho, tendo aferido que no fabrico e venda de veículos motorizados a quota de mercado das duas empresas combinadas é relativamente pequena nos mercados apreciados e que a junção Opel/Peugeot vai continuar a ter forte concorrência de fabricantes como Renault, Volkswagen ou Ford. 

Só em dois mercados - Portugal e Estónia - a quota de mercado dos comerciais ligeiros supera os 40%, mas a fusão significa uma subida de menos de 5% na quota total. 

No que diz respeito à actividade grossista e de retalho, Bruxelas afasta a possibilidade de efeito prejudicial, uma vez que a PSA e a Opel usam canais de escoamento diferentes.

Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall são as marcas que agora se juntam na mesma empresa com esta operação.

A operação foi anunciada oficialmente a 6 de Março e notificada à comissão a 30 de Maio passado. A compra cria o segundo maior grupo automóvel da Europa, com uma quota de mercado de 17%: juntas, as marcas de ambos os grupos venderam 17.700 milhões de euros no ano passado.

Na altura em que anunciaram a junção de negócios, as empresas estimaram uma economia de escalas e sinergias avaliadas em 1.700 milhões de euros até 2026, atingindo uma margem de lucro de 6% até 2026 e gerar um "cash flow" operacional positivo até 2020.



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