Banca & Finanças Bruxelas confirma adiamento para 2018 do regresso aos lucros na CGD

Bruxelas confirma adiamento para 2018 do regresso aos lucros na CGD

No início de Fevereiro, Paulo Macedo já tinha sinalizado que o banco público podia voltar a ter prejuízos este ano. Um mês antes, António Domingues tinha afirmado no Parlamento que em 2017 a Caixa teria já lucros de 200 milhões de euros.
Bruxelas confirma adiamento para 2018 do regresso aos lucros na CGD
Miguel Baltazar/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 10 de março de 2017 às 17:17
A Comissão Europeia considera que o plano de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai permitir o regresso ao lucros em 2018. Declarações recentes de Paulo Macedo já sinalizavam que os resultados positivos não deviam acontecer já este ano, apesar de no início de Janeiro o seu antecessor ter estimado lucros de 200 milhões de euros já em 2017.

"Portugal apresentou um 
plano de negócios sólido, em vigor até ao final de 2020, para assegurar a rentabilidade a longo prazo do banco. Este plano será levado a cabo por uma equipa de gestão recentemente nomeada, que foi aprovada pela entidade supervisora. Identifica e dá resposta às actuais fragilidades da CGD e assegurará uma transformação estrutural do banco", explica a Comissão Europeia na decisão publicada esta sexta-feira que confirma que a recapitalização da Caixa não será considerada ajuda de Estado. 

"Em especial, o banco irá reforçar a sua solvabilidade e gestão dos riscos, implementar medidas profundas de redução de custos, adaptar as suas infraestruturas operacionais nacionais, modernizar a sua estrutura comercial nacional, reestruturar as suas operações internacionais e reforçar o seu modelo de governação. Esta transformação estrutural deverá permitir que o banco regresse a uma situação de rentabilidade em 2018, garantindo que Portugal receba um retorno do seu investimento em condições de mercado, em conformidade com o que seria aceite por um investidor privado."

Isto significa que o plano de negócios prevê o regresso aos lucros em 2018, depois dos prejuízos históricos que o banco público apresenta esta sexta-feira, de 1.900 milhões de euros. 

A 5 de Fevereiro, o presidente da Caixa sinalizou que o banco corria o risco de ainda apresentar prejuízos em 2017. Embora a previsão seja para que as operações apresentem um resultado positivo, haverá custos com a reestruturação em curso que podem impedir os lucros do banco público já este ano.

Porém, a 4 de Janeiro, António Domingues afirmou no Parlamento que o plano de negócios para o banco previa lucros de 200 milhões em 2017, atingindo os 700 milhões de euros em 2020 (o último ano do plano). 

A reestruturação passa pela saída de 2.200 trabalhadores até 2020 por reformas naturais e pré-reformas, bem como o encerramento de 150 a 200 balcões. 



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comentários mais recentes
Conselheiro de Trump 10.03.2017

Enquanto o pais for guiado pelos canhotos,os bancos portugueses nunca sairam de onde estao:os bancos tem de obdecer as leis do BCE,ou seja nao podem subir juros pelo dinheiro depositado,mas a gerigonca pode faze-lo seja ele a uma tx insuportavel como estamos assistir neste momento.2 pesos,2 medidas.

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