Banca & Finanças Bruxelas cria regras para veículos de malparado

Bruxelas cria regras para veículos de malparado

A Comissão Europeia vai definir regras para a criação de veículos nacionais de gestão de malparado. Esta é uma das medidas previstas no plano de acção de combate ao crédito não produtivo aprovado pelos ministros das Finanças europeus.
Bruxelas cria regras para veículos de malparado
Bloomberg
Maria João Gago 11 de julho de 2017 às 22:12
A Comissão Europeia vai definir até ao final do ano as regras para a criação de veículos de gestão de crédito malparado, públicos e privados, que estejam de acordo com as regras europeias sobre ajudas de Estado. Esta é uma das 13 medidas do plano de acção para a redução do malparado aprovado esta terça-feira pelos ministros das Finanças da União Europeia, a ser desenvolvido até final de 2018.

Relativamente à possível criação de empresas de gestão de activos nacionais, o Ecofin solicitou à Comissão Europeia que defina princípios comuns sobre os activos abrangidos, os limites a que vão ser sujeitos, as regras de avaliação, os perímetros de participação nestes veículos, as suas estruturas de capital e modelos de governação. Mas respeitando as regras sobre a resolução bancária e ajudas de Estado.

Esta é apenas uma das tarefas que os ministros das Finanças europeus atribuíram à Comissão Europeia no âmbito do combate ao malparado. Também o Banco Central Europeu, a Autoridade Bancária Europeia e o Conselho Europeu de Risco Sistémico são desafiados a desenvolver diversas iniciativas que permitam reduzir o crédito com incumprimento dos bancos europeus. Além do que a banca está a fazer, "é vantajoso adoptar medidas adicionais para fazer face ao malparado existente e evitar a sua futura acumulação", refere o comunicado do Ecofin.

A Europa está no caminho certo do combate ao crédito malparado. Valdis Dombrovskis
Comissário europeu do Euro



A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado surpreso Há 1 semana

Por exemplo ,vender crédito mal parado a fundos-abutres

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

O que os bancos de retalho portugueses querem é excedentários e o valor das remunerações a dobrar para toda gente na função pública. A quem é que eles concederiam crédito à habitação e ao consumo se não fossem os beneficiários do endividamento público excessivo? Aos fazedores de smartphones, foguetões, carros eléctricos e fundos de investimento portugueses que vendem o seu produto por esse mundo fora? É que desses não há cá. Têm que se voltar sempre para o mesmo lado. O lado mais fácil que arruína com o país e é resgatado ciclicamente porque é fácil passar factura aos portugueses todos em vez de a passar só ao grupo dos responsáveis por esta situação.

surpreso Há 1 semana

Por exemplo ,vender crédito mal parado a fundos-abutres

pub
Saber mais e Alertas
pub
pub
pub