Banca & Finanças Bruxelas dá mais tempo de vida aos congéneres italianos do Novo Banco

Bruxelas dá mais tempo de vida aos congéneres italianos do Novo Banco

É confidencial o novo prazo dados aos quatro pequenos bancos italianos que sofreram uma medida de resolução há quase um ano. Tudo "para proteger a eficácia do processo de venda", defende a Comissão Europeia.
Bruxelas dá mais tempo de vida aos congéneres italianos do Novo Banco
Diogo Cavaleiro 07 de Outubro de 2016 às 17:00

Tal como fez ao português Novo Banco, a Comissão Europeia deu mais tempo de vida aos quatro bancos italianos que, tal como a instituição portuguesa, são bancos de transição. Até quando, não se sabe. "Para proteger a eficácia do processo de venda, os calendários são mantidos sob confidencialidade".

 

A decisão de Bruxelas "aprova uma solução abrangente para os bancos de transição em linha com as regras europeias". Há, agora, mais tempo para a alienação de quatro pequenas instituições italianas. "O processo de venda pretende maximizar o valor dos quatro bancos de transição, daí minimizando o custo para o contribuinte e assegurando que não será necessário nenhuma nova ajuda estatal", indica o comunicado, datado desta sexta-feira, 7 de Outubro.

 

Contando para 1% da quota de mercado bancário italiano, Nuova Banca Marche, Nuova Banca Etruria, Nuova Carife e Nuova Carichiet são as instituições financeiras que, em Novembro de 2015, foram alvo de resolução. O "Nuova" foi acrescentado aos nomes originais dos bancos italianos (alguns foram simplificados mas sempre com o "Nuova" no início) aquando da medida levada a cabo pelo regulador Banco de Itália, tal como em Portugal quando, em Agosto de 2014, foi criado o Novo Banco na resolução do Banco Espírito Santo.

 

Estes novos bancos têm os activos considerados saudáveis sendo que os seus créditos maus foram transferidos para um veículo separado, onde ficaram os accionistas e os detentores de dívida subordinada a suportar as perdas, à luz das regras comunitárias de resolução bancária. No ano passado, a capitalização dos bancos custou ao Fundo de Resolução 3,6 mil milhões de euros (que pediu dinheiro emprestado aos maiores bancos do país, como ocorreu com o BES), sendo que também houve uma garantia ao veículo de gestão de activos recebeu uma garantia de 400 milhões.

 

No comunicado de Bruxelas, não são indicados quais os remédios que têm, ou não, de ser implementados para que esteja extensão tenha sido concedida. Inicialmente, a venda, que foi desencadeada no final de Dezembro, seria feita "ao melhor oferente" num "procedimento transparente".

 

O Novo Banco também teve direito a um período de vida mais longo do que o inicialmente esperado. Começou com dois anos de vida, pelo que tinha de ser vendido até Agosto de 2016 mas o Estado português acordou a extensão com Bruxelas por mais um ano. Um prolongamento que obrigou a redução de pessoal e ao fecho de balcões.

 

Também da mesma forma que Portugal, também Itália tem outro problema chamado crédito malparado nos balanços dos bancos do seu sistema financeiro.

 

Que bancos são estes? No comunicado de Novembro em que dá aval à intervenção, a Comissão Europeia faz uma caracterização das quatro instituições que são alvo de intervenção em Itália.

Banca delle Marche

É um banco na região de Marcas (Marche), no centro-este de Itália, ao lado do Mar Adriático. Conta com uma rede de 380 agências, estando sob gestão especial desde 15 de Outubro de 2013. Crédito a clientes de retalho (balcão tradicional) e a pequenas e médias empresas são o negócio central. Os activos totais ascendiam a 22,7 mil milhões de euros no final de 2012. 

Banca Popolare dell’Etruria e del Lazio

Em administração desde 10 de Fevereiro de 2015, o banco italiano, que conta com uma rede de 175 agências, também está ligado ao crédito a clientes de retalho e a pequenas e médias empresas. Neste caso, a instituição com uma rede na Toscana (cuja capital é Florença) e no centro de Itália tem activos avaliados em 12,3 mil milhões de euros.

Cassa di Risparmio di Ferrara

Também o banco é especializado no crédito a pequenos e médias empresas mas também na gestão de fortunas. Situado no nordeste italiano, na região de Ferrara, tem activos de 6,9 mil milhões de euros, estando sob gestão especial desde 27 de Maio de 2013.

Cassa di Risparmio della Provincia di Chieti

Foco: clientes de retalho e pequenas e médias empresas. O banco, com activos totais avaliados em 4,7 mil milhões de euros, está sob intervenção desde 5 de Setembro de 2014. A região de Abruzzo, a sul de Marcas, é onde se encontra. 

 






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comentários mais recentes
beeffmx Há 4 semanas

? MONCLER ?????? ??????????? BRANSON ?? ? ??????????? ???

Europa unida! 08.10.2016

Mas em Portugal ,com o gov do PS, a UE tudo faz para dificultar a vida a Portugal!Mesmo que e ao contrario de outros , este cumpra os limetes orcamentais.

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