Banca & Finanças Caixa cumpre requisitos do BCE por margem "significativa"

Caixa cumpre requisitos do BCE por margem "significativa"

O banco do Estado chegou a Setembro com um rácio CET1 "phased-in" de 13%, mais de quatro pontos percentuais acima do mínimo exigido pelo BCE para 2018.
Caixa cumpre requisitos do BCE por margem "significativa"
Miguel Baltazar
Negócios 21 de dezembro de 2017 às 20:04

A Caixa Geral de Depósitos anunciou esta quinta-feira que cumpre os requisitos mínimos de capital exigidos pelo Banco Central Europeu (BCE), por uma margem "significativa".

"Considerando os rácios da CGD em 30 de Setembro de 2017, são já cumpridos, com uma significativa margem, todos os novos rácios mínimos exigidos em matéria de CET1 (Common Equity Tier 1), Tier 1 e rácio total", refere um comunicado do banco público enviado à CMVM.

 

O banco do Estado chegou a Setembro com um rácio CET1 "phased-in" de 13%, mais de quatro pontos percentuais acima do mínimo exigido pelo BCE para 2018, que é de 8,875%. O Tier 1 situou-se nos 14%, acima dos 10,375% exigidos pelo banco central, enquanto o rácio total (14,7%) ficou mais de dois pontos acima do mínimo exigido (12,375%).

 

Os rácios "fully loaded" registados em Setembro também ficam acima do mínimo exigido, embora por uma margem mais diminuta.

 

O BCE define, com base nos resultados da avaliação individual que leva a cabo com cada instituição financeira que supervisiona directamente (o chamado SREP – "supervisory review and evaluation process"), os fundos próprios mínimos que têm de ser cumpridos em cada ano, sendo que posteriormente os bancos podem divulgá-los ao mercado.

 

Neste momento, há duas formas de cálculo dos rácios de capital: o "fully loaded", que é a contabilização de todas as regras que são exigidas com base na regulamentação bancária europeia; e a "phase-in", menos estrita que a primeira, porque diz respeito a um período de transição.




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mais votado Parabéns, mas não esqueçam… 22.12.2017

Parabéns porque são números na linha da tradição de solidez da CGD.
Mas não esqueçam preocupações em rendibilizar os capitais próprios angariados, também em ordem a mitigar o sacrifício para os cidadãos- contribuintes de se pagar juros de 12% a hedge funds, quando esses cidadãos-contribuintes, se forem clientes, auferem uma miséria nos Depósitos.
E, na mesma linha de preocupação, não se desperdicem as oportunidades da lei 16/2015 de reduzir as exigências de capitais próprios no domínio da gestão de ativos, evitando-se grandes excessos (cf. Relatório de 2016).
Isto tanto mais que, parte substancial da alocação de capitais próprios na atividade, se destinam a satisfazer exigências regulamentares na gestão de carteiras de entidades dos Seguros.
Entidades que já não pertencem à CGD;
E atividades ainda por cima não só remuneradas com comissões muito abaixo do valor normal de mercado, mas também muito mais abaixo do valor cobrado aos clientes da CGD, investidores em Fundos.

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Parabéns, mas não esqueçam… 22.12.2017

Parabéns porque são números na linha da tradição de solidez da CGD.
Mas não esqueçam preocupações em rendibilizar os capitais próprios angariados, também em ordem a mitigar o sacrifício para os cidadãos- contribuintes de se pagar juros de 12% a hedge funds, quando esses cidadãos-contribuintes, se forem clientes, auferem uma miséria nos Depósitos.
E, na mesma linha de preocupação, não se desperdicem as oportunidades da lei 16/2015 de reduzir as exigências de capitais próprios no domínio da gestão de ativos, evitando-se grandes excessos (cf. Relatório de 2016).
Isto tanto mais que, parte substancial da alocação de capitais próprios na atividade, se destinam a satisfazer exigências regulamentares na gestão de carteiras de entidades dos Seguros.
Entidades que já não pertencem à CGD;
E atividades ainda por cima não só remuneradas com comissões muito abaixo do valor normal de mercado, mas também muito mais abaixo do valor cobrado aos clientes da CGD, investidores em Fundos.

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