Banca & Finanças Caixa já só tem de emitir 930 milhões de dívida perpétua

Caixa já só tem de emitir 930 milhões de dívida perpétua

O valor da emissão de dívida perpétua que a Caixa tem de fazer por exigência de Bruxelas baixou de 1.000 milhões para 930 milhões. A redução está em linha com a diminuição verificada no valor da injecção de capital a realizar pelo Estado, que diminuiu de 2.700 milhões para 2.500.
Caixa já só tem de emitir 930 milhões de dívida perpétua
Duarte Roriz/Correio da Manhã
Maria João Gago 10 de março de 2017 às 16:42

A Caixa Geral de Depósitos já só está obrigada a emitir um total de 930 milhões de euros de dívida perpétua, no âmbito dos compromissos assumidos com Bruxelas. O acordo de princípio alcançado com a Comissão Europeia em Agosto exigia a colocação de 1.000 milhões desta dívida junto de privados, valor que agora se reduz em 70 milhões.

 

Esta diminuição é proporcional ao corte no valor da injecção de dinheiro fresco que o Estado vai realizar na CGD. Inicialmente, estava previsto que esta componente do aumento de capital atingisse os 2.700 milhões, valor que agora caiu para 2.500 milhões, já que os prejuízos do ano passado acabaram por ficar em 1.900 milhões, aquém das piores expectativas.

 

Segundo o comunicado emitido esta sexta-feira pela Comissão Europeia, além das componentes de capitalização a assegurar pelo Estado – Caixa já recebeu 1.445 milhões e vai arrecadar mais 2.500 –, o banco público "irá realizar um aumento de capital interno e emitir mais 930 milhões de euros de instrumentos de capital "core tier 1" [dívida perpétua] destinados a investidores não relacionados com o Estado português".

 

Pelo menos metade desta emissão de dívida perpétua terá de ser realizada já, em simultâneo à injecção de dinheiro fresco do Estado na Caixa, tal como acordado inicialmente com Bruxelas. À partida, o valor remanescente terá de ser colocado no prazo de 18 meses.

 

Como a CGD fez questão de esclarecer há uma semana, a dívida perpétua "é dirigida exclusivamente a investidores institucionais, nomeadamente fundos de investimento e ‘hedge funds’, fundos de pensões e seguradoras". Afastada está qualquer possibilidade de haver "colocação desta emissão junto de clientes particulares ou empresas, bem como junto de entidades públicas".



A sua opinião8
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 11.03.2017

O último comentário foi escrito por mim. Confesso que sou mesmo burro e pobre. Agora percebo que os empresários foram fazer o frete do almoço da recapitalização, apenas estão à espera de em breve poder de novo descapitalizar a CGD com novos pedidos de empréstimos. Para isso têm de se mostrar.

Anónimo 11.03.2017

os portugueses injetam o capital e os juros de 10% vão para fundos em particular estrangeiros. Gostava de saber o que estiveram os empresários a fazer com o presidente no almoço de lançamento da recapitalização. Vem estiveram a comer à pala é que com a crise aliviam os gastos da despensa lá de casa

Manuel 10.03.2017

Só?...

SOUDAQUI 10.03.2017

Oh Costa, depois vem dizer que não há milagres, ontem eram cerca de 3 mil milhões de prezuíjos, hoje são menos cerca de 1, 2 mil milhões. MILAGRE, SÓ PODE. A menos que ontem tenham mentido para hoje dizerem que afinal foi mito menos. Há sempre jornalistas colaborantes na trapassa.

ver mais comentários
pub