Banca & Finanças Caixa não confia já todos os créditos à plataforma do malparado

Caixa não confia já todos os créditos à plataforma do malparado

No início de funcionamento da plataforma do malparado, a CGD antecipa apenas transferir a gestão de "algumas dezenas de créditos". Só depois, se tudo estiver a funcionar, serão enviados mais.
Caixa não confia já todos os créditos à plataforma do malparado
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 29 de outubro de 2017 às 20:20

A Caixa vai manter, numa primeira fase, a gestão de grande parte dos créditos em incumprimento, mas viáveis, que poderiam passar para a plataforma do crédito malparado.

 

A opção da equipa de Paulo Macedo é começar por transferir para a entidade, posta em prática com o BCP e o Novo Banco, a gestão de apenas "algumas dezenas de crédito". Esse número vai sendo aumentado "à medida que a plataforma demonstre ter capacidade".

 

"Só serão transferidos com a segurança de que a estrutura existe", adiantou Paulo Macedo na conferência de apresentação de resultados dos primeiros nove meses do ano, período em que o banco apresentou prejuízos de 47 milhões de euros.

 

O objectivo é uma gestão conjunta dos créditos comuns aos bancos para facilitar processos de renegociação ou reestruturação. Os empréstimos continuarão no balanço dos credores, mas o objectivo é que a negociação combinada possa acelerar os processos de recuperação de empresas viáveis. Constituída pelas três instituições financeiras, a plataforma ainda não está no activo.


Neste momento, explicou o presidente do banco público, está-se a "tratar da parte logística, de instalações e de recrutamento de analistas". Também não se sabe quantos créditos poderão ter a gestão transferida para a plataforma que será comandada por José Manuel Correia: Macedo afirmou que existem cerca de "700 a 900 créditos" com montantes entre os 5 e os 50 milhões de euros, pelo que o número será necessariamente menor, já que só são elegíveis clientes que sejam credores de pelo menos dois dos bancos.

 

A plataforma é da CGD, BCP e Novo Banco, mas poderá ainda ser aberta a outras instituições financeiras. O Montepio, por exemplo, afirmou que não está interessado no imediato, mas que é um tema a estudar.






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mais votado JCG Há 2 semanas

Vamos lá pôr as coisas no seu devido lugar: esta é uma gestão de merda*: repito: gestão de merda*. Curiosamente acolitada por muita gente e pressionado por diversas entidades começando nas da UE. É absurdo que um banco enquanto por um lado está a mandar precocemente trabalhadores para casa pagos principescamente (não é só a pensão de reforma por inteiro) - o próprio Macedo afirmou que tinha oferecido as melhores condições da banca - pelo outro entrega, vende ou conceciona a gestão de créditos (ditos de cobrança duvidosa) a outras entidades(nomeadamente os chamados fundos abutres que dão 10 por algo que julgam valer 100) proporcionando-lhes lucros gordos e alimentando os seus empregados. Não seria mais racional a CGD ocupar os seus trabalhadores que manda para casa a gerir esses créditos? é o que eu faria se a questão estivesse nas minhas mãos. A CGD perde por 2 lados: pelas mais valias que proporciona a 3ºs e pelos custos com os dispensados.

comentários mais recentes
JCG Há 2 semanas

É por isso que a CGD continua a apresentar prejuízos e ao que parece a esconder custos (a não os registar devidamente na conta de exploração), coisa que aquela figurinha patética - o Marques Mendes - considera muito bom pois deixou um rasgado elogio à gestão do Macedo, como se fosse normal - parece que é na cabecinha do Mendes - que um banco continue eternamente a assumir elevados montantes de provisões para crédito de cobrança duvidosa, após uma forte crise económica, mas que já faz parte do passado pois a economia portuguesa já regista crescimento há 3 anos. Noutros países europeus, os bancos após elevados prejuízos, já começaram a apresentar elevados lucros. Aqui passou-se apenas de elevados prejuízos para moderados prejuízos. E o pequeno Mendes bate palmas. Que grande analista!

JCG Há 2 semanas

Vamos lá pôr as coisas no seu devido lugar: esta é uma gestão de merda*: repito: gestão de merda*. Curiosamente acolitada por muita gente e pressionado por diversas entidades começando nas da UE. É absurdo que um banco enquanto por um lado está a mandar precocemente trabalhadores para casa pagos principescamente (não é só a pensão de reforma por inteiro) - o próprio Macedo afirmou que tinha oferecido as melhores condições da banca - pelo outro entrega, vende ou conceciona a gestão de créditos (ditos de cobrança duvidosa) a outras entidades(nomeadamente os chamados fundos abutres que dão 10 por algo que julgam valer 100) proporcionando-lhes lucros gordos e alimentando os seus empregados. Não seria mais racional a CGD ocupar os seus trabalhadores que manda para casa a gerir esses créditos? é o que eu faria se a questão estivesse nas minhas mãos. A CGD perde por 2 lados: pelas mais valias que proporciona a 3ºs e pelos custos com os dispensados.

Maria Há 2 semanas

Eu também não confio na Caixa depois do dinheiro dado para Pedrogao ir para o SNS

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