Banca & Finanças CaixaBank garante que “não vai haver nenhum atraso” na venda do BFA à Unitel

CaixaBank garante que “não vai haver nenhum atraso” na venda do BFA à Unitel

O banco catalão, que pediu o adiamento da Assembleia-Geral do BPI desta terça-feira, informou que se trata “simplesmente de esperar mais alguns dias para ver se é possível ter a confirmação por parte do BCE”.
CaixaBank garante que “não vai haver nenhum atraso” na venda do BFA à Unitel
Paulo Duarte/Negócios
Alexandra Noronha 23 de Novembro de 2016 às 19:08

O catalão CaixaBank, que propôs esta terça-feira o adiamento da Assembleia-Geral do BPI que iria aprovar a venda de 2% do BFA à Unitel, justificou a sua decisão em comunicado. "Trata-se simplesmente de esperar mais alguns dias para ver se é possível ter a confirmação por parte do BCE sobre se a venda de 2% do BFA é suficiente para solucionar o excesso de concentração de riscos do BPI em Angola", adiantou a instituição, que lançou uma OPA ao banco liderado por Fernando Ulrich.

 

O CaixaBank garante mesmo que "não vai existir nenhum atraso, de acordo com o previsto no contrato assinado entre o BPI e a Unitel no passado dia 7 de Outubro: esse contrato estabelece que a Assembleia-Geral do BPI que vote esta operação deve realizar-se antes de 15 de Dezembro e o CaixaBank propôs que a nova assembleia geral se realize a 13 desse mês. O CaixaBank ainda não decidiu o sentido do seu voto e espera tomar a sua decisão definitiva para a assembleia que se realizará nesse dia", explicou o banco catalão.

 

Os accionistas reuniram-se esta tarde na Casa da Música, no Porto, para aprovar a venda que deveria cumprir as imposições do BCE no que diz respeito à exposição do BPI a Angola. Mas tal acabou por não acontecer, no meio de ameaças por parte dos pequenos accionistas e de do grupo Violas, que não concordam com os termos do acordo e podem interpor uma acção judicial.   

 

Octávio Viana, da ATM, associação dos pequenos investidores, referiu, à margem da reunião, que acabou por não ter a conferência de imprensa esperada, que a decisão do CaixaBank apanhou os presentes "de surpresa". E salientou ainda que "retirar a oferta [OPA] seria muito pior em termos reputacionais para o banco. O caminho mais fácil seria uma subida do preço".

 




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