Research CaixaBI: BPI deverá reportar prejuízos de 139 milhões no trimestre

CaixaBI: BPI deverá reportar prejuízos de 139 milhões no trimestre

O BPI apresenta na próxima semana os resultados relativos aos primeiros três meses do ano. E os analistas do CaixaBI antecipam que a instituição tenha registado prejuízos de 139 milhões de euros devido ao impacto relativo à mudança do método de consolidação do BFA.
CaixaBI: BPI deverá reportar prejuízos de 139 milhões no trimestre
Paulo Duarte/Negócios
Ana Laranjeiro 18 de abril de 2017 às 18:36

A unidade de investimento da Caixa Geral de Depósitos, o CaixaBI, antecipa que, na próxima semana, quando o BPI apresentar os seus números do primeiro trimestre ao mercado reporte prejuízos superiores a 100 milhões de euros. Em causa está o impacto do Banco de Fomento de Angola (BFA). Sem este efeito, o banco, que até 26 de Abril ainda é liderado por Fernando Ulrich (na foto), teria lucros de 73,6 milhões de euros nos três primeiros meses de 2017.


"Estimamos um resultado líquido recorrente de 73,6 milhões de euros no primeiro trimestre de 2017 face ao 45,8 milhões de euros no primeiro trimestre de 2016 (+61% YoY), impulsionado pela evolução positiva da margem financeira. Dado o impacto oriundo da mudança de método de consolidação do BFA, o BPI vai assumir um impacto negativo total de cerca de 212 milhões de euros no primeiro trimestre de 2017. Neste contexto, o BPI vai reportar um prejuízo líquido de cerca de 139 milhões de euros no trimestre", refere a nota de análise do CaixaBI, assinada por André Rodrigues, a que o Negócios teve acesso.


A unidade de investimento do banco público antecipa ainda que a margem financeira consolidada registe um crescimento de mais de 7,4% no primeiro trimestre face ao período homólogo de 2016 para 101,6 milhões de euros.


É esperado que o resultado operacional total ascenda a 182 milhões de euros, um crescimento de 14,5% em relação aos primeiros três de meses do ano passado. As receitas com as comissões deverão aumentar para 62,9 milhões de euros, um crescimento de 3% face ao período de Janeiro a Março do ano passado, de acordo com a nota.

O analista André Rodrigues, em conclusão, assinala que têm uma visão neutral em relação ao conjunto de resultados.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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comentários mais recentes
Mr.Tuga 19.04.2017

Excelente perfomance!

O "prejuizo" estava previsto, logo é meramente operacional....

Anónimo 18.04.2017

E pa...aguenta, aguenta que os sem abrigo tambem aguentam...

Sousa 18.04.2017

Se os resultados forem estes, é muito positivo. Todos os indicadores operacionais registam melhorias. É um sinal mais da normalizaçao do negócio bancário. Que, em circunstancias normais, é um bom negócio.

Conselheiro de Trump 18.04.2017

Sem mais impactos imprevisiveis,tera o banco de trabalhar ate ao fim de 2020 so para aquecer.1 coisa aprendemos:empurrar sempre as culpas para os outros.olhe-se as cenas q o ladrao salgado capela sempre apresenta quanto ao bes.E ate ao momento tem dado resultado:lesou o estado em muitosmiles milhoes

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