Research CaixaBI corta preço-alvo da Mota-Engil em 21%

CaixaBI corta preço-alvo da Mota-Engil em 21%

O banco de investimento cortou as estimativas para todas as áreas de negócio da Mota-Engil, o que resultou numa descida da avaliação da construtora. O potencial de subida é agora de 47%.  
CaixaBI corta preço-alvo da Mota-Engil em 21%
Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Carregueiro 22 de Novembro de 2016 às 18:45

O CaixaBI reviu em baixa a avaliação das acções da Mota-Engil, de 3,10 euros para 2,45 euros. O corte de 21%, que vem acompanhado de um alargamento do horizonte temporal para o final de 2017, deve-se ao corte de estimativas para "todos os segmentos operacionais".

 

"A Mota-Engil está a enfrentar ventos contrários em todas as geografias onde opera. Em resultado, revimos em baixa as nossas projecções para as receitas para os próximos anos", refere o analista do banco de investimento, José Mota Freitas.

 

Na nota de "research" a que o Negócios teve acesso, o Caixa BI assinala que a Mota-Engil avançou recentemente com novas metas até 2020, que são "consideravelmente mais elevadas", pelo que o banco admite rever as estimativas caso as metas da empresa se materializem.

 

Em Portugal o sector da construção continua com uma "fraca evolução", a actividade em África continua "difícil" e as projecções para as unidades na América Latina também foram revistas em baixa.

 

Apesar de reconhecer que a empresa tem alguns "grandes projectos" em perspectiva, como o aeroporto no Ruanda ou um resort no México, o CaixaBI decidiu adoptar uma avaliação mais conservadora para a empresa, devido aos "ventos contrários" que deverão impedir a empresa de atingir os seus objectivos.

 

Apesar do corte substancial na avaliação, o novo preço-alvo representa um potencial de valorização de 47%, pelo que a recomendação continua a ser de "comprar". As acções fecharam a cair 0,12% para 1,664 euros.   

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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