Indústria Calçado tem mais de 800 empregos aprovados no 2020 e queixa-se de falta de trabalhadores

Calçado tem mais de 800 empregos aprovados no 2020 e queixa-se de falta de trabalhadores

A indústria portuguesa do calçado, que continua a queixar-se de falta de trabalhadores qualificados, tem 107 projectos aprovados no Portugal 2020, que totalizam um investimento de 47 milhões de euros e a criação de mais de 800 novos postos de trabalho.
Calçado tem mais de 800 empregos aprovados no 2020 e queixa-se de falta de trabalhadores
"Feeling sexy" é o slogan da campanha lançada pela associação do sector (APICCAPS) para angariar jovens para a indústria do calçado.
Rui Neves 04 de outubro de 2017 às 14:01

A fileira nacional do calçado, que criou cerca de 10 mil empregos desde 2010, continua a ter falta de trabalhadores qualificados. De acordo com a associação empresarial do sector (APICCAPS), a "indústria mais sexy da Europa", como se afirma a nível internacional, irá precisar, nos próximos dois a três anos, de mais quatro a cinco mil profissionais.

 

No último boletim de conjuntura da APICCAPS, a escassez de mão-de-obra está no pódio das limitações que afectam a produção do sector, sendo apontada por 37% das empresas inquiridas.

 

Daí que a associação tenha lançado a "Feeling sexy", slogan de uma campanha de angariação de jovens para esta indústria. "Vem pertencer à indústria mais sexy da Europa", desafia a APICCAPS nos "outdoors" que estão espalhados pelos principais pólos de produção de calçado do país.

 

Entretanto, no Portugal 2020 (programa de fundos comunitários em curso), a fileira do calçado tem já aprovadas candidaturas que totalizam a criação de mais de oito centenas de empregos.

 

"O sector do calçado concentra neste momento cerca de 47 milhões de euros de investimento no Portugal 2020, com cerca de 107 projectos aprovados nas diferentes tipologias de apoio indicadas", que "possuem um potencial de acréscimo de exportações superior a 130 milhões de euros e a criação de mais de 800 novos postos de trabalho", revelou Jorge Marques dos Santos, presidente do IAPMEI, ao jornal de APICCAPS.

 

"Desde 2009, as vendas de calçado português nos mercados internacionais aumentaram sensivelmente 60%, passando de 1,2 mil milhões de euros para praticamente 1,95 mil milhões de euros no final do último ano", enfatiza a associação liderada por Luís Onofre.

 

Na primeira metade de 2017, Portugal exportou 43 milhões de pares de calçado, no valor de 960 milhões de euros, o que traduz um aumento de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado, tendo crescido "em praticamente todos os mercados relevantes" de um total de 152 países, nos cinco continentes.

 

Caso se confirme a tendência de crescimento das exportações no primeiro semestre, este será o oitavo ano de crescimento do calçado português nos mercados externos, atingindo um novo máximo histórico.




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comentários mais recentes
fa Há 2 semanas

Porque é que pessoas como o " Anonimo" vem dizer burrices? Deve ser um BE frustrado.

Anónimo Há 2 semanas

É preciso ter muita lata e nenhuma vergonha na tromba. Falta de escravos, querem eles dizer. Empresa que se preze tem sempre excesso de candidatos. Mas, se não conseguem os escravos que pretendem, experimentem os serviços das empresas especializadas na caça de talentos !!!?

Bela Há 2 semanas

Paguem bem que os trabalhadores aparecem e desloquem-se mais para o sul

JCG Há 2 semanas

Para além de outros problemas, creio que em Portugal há um fenómeno de baixa mobilidade interna regional.
Talvez fosse o caso de o Governo tomar algumas medidas para facilitar essa mobilidade.
Exemplos: reduzir drásticamente os custos de transação de casa de habitação própria. Por exemplo, se eu vender o apartamento que tenho por 100 mil euros e comprar um outro igual também por 100 mil euros, se calhar tenho de arranjar mais uns 15 mil euros para custos de transação, desde escritura até impostos e comissões. Também devia ser possível e descomplicado a alguém que comprou e possui casa para habitação própria poder alugar essa casa e ir viver para outro lado alugando aí uma outra para habitar, bom , também aqui há custos de "transação", se eu alugar a minha casa por 500 euros e alugar uma casa para eu viver também por 500 euros não haverá uma compensação a 100% pois da renda que recebo tenho de tirar uma parte significativa para manutenção e especialmente impostos sobre o rendimento.

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