Indústria Caldeira Cabral: "A digitalização da economia não é só para 'geeks'"

Caldeira Cabral: "A digitalização da economia não é só para 'geeks'"

A inovação voltou a ser tópico forte num evento sobre o sector do calçado em Portugal, o Forum Alpha. A competitividade não se faz pelos baixos salários, defendeu o ministro da Economia.
Caldeira Cabral: "A digitalização da economia não é só para 'geeks'"
Bruno Simão/Negócios
Wilson Ledo 08 de Novembro de 2016 às 16:27

Chegou ao Forum Alpha, dedicado à indústria do calçado em Portugal, com a voz rouca. Na abertura, já depois do aviso prévio de que havia internet sem fios gratuita, o ministro da Economia reconheceu:"Estive, como se nota pela voz, pelo Web Summit".

 

"A digitalização da indústria não é uma coisa só para 'geeks'", defendeu Manuel Caldeira Cabral já esta terça-feira, 8 de Novembro, sobre o sector do calçado, que em 2015 exportou 79 milhões de pares de sapatos no valor de 1.865 milhões de euros, uma subida homóloga de 1%.

 

O ministro da Economia realçou o "choque da abertura" à globalização por parte do sector do calçado mas considerou que a reacção também foi "muito forte", com a indústria portuguesa a passar de 14.ª para a 2.ª mais cara do mundo nesta área. "Isto foi feito com inovação. É isto que a indústria do calçado soube fazer nos últimos anos", justificou.

 

Em semana de Web Summit em Lisboa, um dos maiores eventos mundiais sobre inovação, Caldeira Cabral recordou que os investidores "estão todos a olhar para Portugal, que tem um ambiente empreendedor muito interessante e que procuramos apoiar" através do programa Start-Up e de fundos específicos.

 

"Há muitas incubadoras no país mas cada um a trabalhar para o seu lado", considerou o ministro da Economia. "O que queremos com estas start-ups não é que elas sejam pequenas, mas que cresçam", acrescentou. Disso é a prova a presença de mais de 200 empresas portuguesas no Web Summit.

 

Caldeira Cabral afirmou que o factor determinante para a inovação, no caso do calçado, não serão as soluções tecnológicas mas sim "o design". E concluiu no Forum Alpha: "A ideia de que o país pode ser competitivo pelos baixos salários é uma ideia que os jovens condenaram ao fracasso".




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