Tecnologias Caldeira Cabral: Nova fuga de talentos jovens "era o pior que podia acontecer ao país"  

Caldeira Cabral: Nova fuga de talentos jovens "era o pior que podia acontecer ao país"  

O ministro da Economia pediu às empresas de tecnologia e comunicações para tentarem evitar nova fuga de talentos jovens de Portugal, relembrando que nos últimos anos o país atraiu vários investimentos.
Caldeira Cabral: Nova fuga de talentos jovens "era o pior que podia acontecer ao país"  
Bruno Simão/Negócios
Sara Ribeiro 28 de setembro de 2017 às 10:12

O ministro da Economia, Caldeira Cabral, sublinhou que o sector de tecnologias de informação é "muito importante" para o crescimento económico do país. Esta quinta-feira, 28 de Setembro, durante a abertura do segundo dia do 27º congresso da APDC – Associação Portuguesa de Desenvolvimento para as Comunicações, o governante relembrou que "Portugal, neste momento, está a receber muitos serviços partilhados. Há uns anos, estes serviços começaram com os call centers. Neste momento, não são só os call centers", o investimento é diversificado, explicou.

 

Para Caldeira Cabral, um dos pontos-chave da atracção do país para investimento estrangeiro prende-se com a qualificação dos portugueses, principalmente das gerações mais novas. "Portugal tem uma situação única na Europa", face a outros países congéneres. No entanto, "quando olhamos para as qualificações das pessoas com 55 aos 65 estamos a falar de uma diferença abismal. Na Alemanha têm a mesma qualificação do que as pessoas entre os 25 e 35. Em Portugal diferença é abismal. Isto tem sido um problema", lamentou.

 

Para resolver esta situação, Caldeira Cabral relembrou a fuga de talentos jovens que o país assistiu há uns anos. E pediu para se evitar cometer os mesmos erros do passado.

 

"Estamos a trabalhar ao nível interno para trazer para Portugal mais investimento para atrair estas pessoas mais qualificadas" e "temos que trabalhar convosco na atracção de investimento" que também possibilite a criação de postos de trabalho", acrescentou o ministro, dirigindo-se aos representantes das empresas de tecnologia de informação e comunicação presentes no congresso, e que representam 10% do PIB nacional.

 

"Esta nova geração com mais competências estava a sair em grande escala. E se continuasse a sair condenava o país a crescer a um nível mais lento. A grande oportunidade que Portugal tem de crescimento nos próximos anos vem destas gerações mais qualificadas", sustentou.

 




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

E atrair e fixar talento fica para quando? É que Portugal é mesmo muito pequeno...

comentários mais recentes
A Tentar Perceber Há 3 semanas

Não se vê Razão para votar em outro Partido nas eleições, que não PS, vê-se Todas as Razões para Votar no PS, 1º porque ninguém quer voltar a Trás, aos Saques do PSD e CDS, 2º Acabar com a dependência do BE, já que o PSD se Auto Excluio das Soluções para Portugal, agarrados que estavam ao TACHO.

Já não Há Mentira que Pegue Há 3 semanas

Não se vê Razão para votar em outro Partido nas eleições, que não PS, vê-se Todas as Razões para Votar no PS, 1º porque ninguém quer voltar a Trás, aos Saques do PSD e CDS, 2º Acabar com a dependência do BE, já que o PSD se Auto Excluio das Soluções para Portugal, agarrados que estavam ao TACHO.

Anónimo Há 3 semanas

Então paga e cria condições para que não sejam explorados, tipo 8h de trabalho por dia e se por acaso forem 9h, que as paguem o extra, tipo lá fora... Caso contrário vão continuar a sair...

Bruno Há 3 semanas

Alguém pode explicar-me pq o ministro fala usando os verbos no passado? "estava a sair em grande escala. E se continuasse a sair condenava o país.." ??? Querem ver que o pessoal decidiu emigrar pq o outro mandava emigrar e como este já não diz isso, a malta fica por cá..!? cambada de analfabrutos!

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