Banca & Finanças Capitalização da Caixa será feita "num só acto"

Capitalização da Caixa será feita "num só acto"

O ministro das Finanças diz que há interesse dos investidores sobre as obrigações subordinadas que ajudarão a recapitalizar a Caixa Geral de Depósitos.
Capitalização da Caixa será feita "num só acto"
David Martins/Correio da Manhã

O ministro das Finanças, Mário Centeno, garantiu esta terça-feira que a "capitalização da caixa vai ser feita num só acto", uma obrigação que decorre do acordo com a Comissão Europeia.

A declaração do ministro acontece depois de ter sido admitida a possibilidade de as várias parcelas que justificam a recapitalização poderem ser feitas em momentos diferentes. Centeno falava no Parlamento onde respondia a questões do PSD sobre a Caixa e sobre a execução orçamental deste ano. 


A capitalização pode chegar a um total de 5.160 milhões de euros, tal como foi acordado com Bruxelas. O plano definido prevê uma injecção de até 2.700 milhões de dinheiro fresco. O valor final deste aumento de capital ainda tem de ser confirmado, já que dependerá da avaliação que está a ser feita pela equipa de António Domingues com a ajuda da Deloitte, a empresa de auditoria da CGD, e da Comissão Europeia.

 

Fechadas estão as restantes componentes da operação, que implicam a conversão em acções de 960 milhões de "CoCos" e juros corridos; um aumento de capital em espécie, no valor de 500 milhões, a assegurar com a transferência dos 49% da Parcaixa que estão na Parpública para a CGD; e a colocação de 1.000 milhões de dívida de "elevada subordinação" junto de investidores privados.

 

Esta última tranche será concretizada em dois momentos diferentes, reafirmou o ministro no Parlamento. Os primeiros 500 milhões serão emitidos em paralelo à capitalização pública. Os restantes terão de ser colocados no prazo de 18 meses.

"Estas obrigações têm encontrado bastante interesse no lado dos investidores", disse Centeno.  

O Governo quer fazer a recapitalização da Caixa até ao final deste ano. 




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Acordai Há 2 semanas

Com Antonio Domingues no lugar de novo presidente da CGD a receber 30 mil € por mês, não admira que a injeção de 2.700.000 € tirada dos bolsos do povo não resolva nada. A verdade é que os portugueses estão habituados a trabalhar para estes chorudos. São masoquistas e vão trabalhar até morrerem.

Anónimo Há 2 semanas

NAO ESTRANHAM NINGUEM:ainda nao ha dinheiro no banco depenado mas ja tem um chorudo salario para os 19 que a gerigouca insistiu com o B C E.

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