Agricultura e Pescas Capoulas Santos promove empresa do Alqueva junto de países árabes

Capoulas Santos promove empresa do Alqueva junto de países árabes

O ministro da Agricultura quer que a empresa pública que gere o Alqueva expanda a atividade para fora de Portugal e teve este sábado reuniões em Berlim com governantes árabes e da América Latina onde promoveu os serviços da EDIA
Capoulas Santos promove empresa do Alqueva junto de países árabes
Miguel Baltazar
Lusa 21 de janeiro de 2017 às 14:21

"Nós temos uma empresa pública com grande experiência e acesso a técnicas de regadio e que pode usar o seu ‘know-how’ em outros países. Tive oportunidade de falar com países árabes e da América Latina para fornecermos os nossos préstimos e tecnologia", afirmou Capoulas Santos à agência Lusa, por telefone desde a capital da Alemanha, onde participou numa conferência que juntou 77 ministros da Agricultura de todo o mundo.

À margem das sessões plenárias e sectoriais em que foi discutido o tema da reunião - a problemática da água e irrigação na agricultura -, o governante afirmou que aproveitou para se reunir com ministros responsáveis pela mesma pasta de outros países em que, entre outros temas, promoveu a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA).

Tendo em conta que termina em 2020 o projecto do regadio do Alqueva, no Alentejo, o ministro defendeu que é importante que esta empresa pública exporte serviços para assegurar a sua viabilidade.

Capoulas Santos considerou que a EDIA tem competência para "prestar serviços de engenharia que o mercado precisará", sobretudo quando se adivinham anos de pressão sobre o abastecimento de água na agricultura num mundo em crescimento populacional cuja alimentação necessita de ser assegurada e que se debate com problemas graves como as alterações climáticas.

Quanto à conferência que juntou 77 ministros da Agricultura de todo o mundo, os quase 80 ministros acordaram no final um documento para mandar ao G20 (fórum formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) com "uma linha condutora comum" de medidas governamentais que é necessário tomar de futuro para assegurar "políticas de água do regadio, fornecimento de água em condições de salubridade às populações e requisitos de protecção ambiental", afirmou o responsável português pela pasta da Agricultura.

Sobre Portugal, considerou que, tal como todo o Sul da Europa, o país se confronta cada vez mais com o problema de as chuvas se concentrarem sobretudo na altura do inverno, tendo vindo a reduzir-se na primavera e outono, e que o Governo está a tomar medidas para superar essas dificuldades.




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