Banca & Finanças Carlos Costa: "É normal que o Montepio procure reforçar o seu capital"

Carlos Costa: "É normal que o Montepio procure reforçar o seu capital"

O Banco de Portugal considera "normal" que a caixa económica do Montepio veja se, na economia social, haja instituições que consigo partilhem o "mesmo projecto".
Carlos Costa: "É normal que o Montepio procure reforçar o seu capital"
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 24 de maio de 2017 às 13:00

"É normal que a Caixa Económica procure reforçar o seu capital". A constatação é de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, em resposta a uma pergunta sobre o Montepio e sobre as notícias que dão conta do investimento na instituição, em estudo pela Santa Casa da Misericórdia.

 

Segundo disse o governador aos deputados na comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, "é normal" que a instituição financeira "veja, dentro da economia social, se há interessados em partilhar o mesmo projecto". Neste momento, a caixa é detida pela Associação Mutualista mas a transformação em sociedade anónima permitirá a entrada de novos accionistas. E a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa anunciou que, até Junho, irá analisar a pertinência desta aposta

 

Carlos Costa defendeu que não há qualquer inovação nesta possibilidade de o Montepio ter outros accionistas, que têm de ser, segundo o regime jurídico das caixas económicas, do terceiro sector: "Numa análise comparada a nível europeu pode encontrar exemplos em que há bancos sociais, basta referir o Rabobank, que é um banco de economia social".

 

O Rabobank é um banco cooperativo holandês e uma das entidades com que a caixa económica presidida por José Félix Morgado tem uma parceria para uma "holding" que agregue os activos africanos.

 

"O facto de serem bancos de economia social não é um anátema nem é um trunfo, é apenas uma circunstância", frisou Carlos Costa, acrescentando que se encontra instituições financeiras do terceiro sector em países como França, Alemanha e Holanda.

 

Em relação à associação mutualista, comandada por António Tomás Correia, Carlos Costa não quis fazer comentários. "Não é responsabilidade do Banco de Portugal", afiançou.


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